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Eventos no ES

Show do Guns em Cariacica: o Klebão pocou!

Grandes shows movimentam cadeias produtivas centrais, a saber, turismo, indústria criativa, hotelaria, transporte, alimentação, segurança e comércio

Publicado em 15 de Abril de 2026 às 03:30

Públicado em 

15 abr 2026 às 03:30
Pablo Lira

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Pablo Lira

espetáculo protagonizado pela banda Guns N' Roses em Cariacica foi mais do que um grande show, representou um marco simbólico e estratégico para o Espírito Santo no tabuleiro da economia criativa e do turismo de eventos.
Em uma noite marcada por chuva, energia coletiva e forte engajamento do público, o Kleber Andrade se consolidou como palco capaz de receber produções de padrão internacional.
A experiência vivida na sob chuva, com direito a “ola” do público, remete ao que se pode chamar de “rock raiz”, onde a autenticidade do público se conecta diretamente com a performance artística. Clássicos como "Sweet Child O' Mine" não apenas embalaram a multidão, mas reforçaram o caráter geracional e transversal da música, capaz de unir diferentes públicos em torno de uma mesma emoção coletiva.
Show da banda Guns N'Roses, em Cariacica, arrastou milhares de fãs
Show da banda Guns N'Roses, em Cariacica, arrastou multidões Crédito: Felipe Khoury
No entanto, o ponto mais relevante desse evento vai além da dimensão cultural. Trata-se de um ativo estratégico. Grandes shows movimentam cadeias produtivas centrais, a saber, turismo, indústria criativa, hotelaria, transporte, alimentação, segurança e comércio. Ao atrair uma banda do porte do Guns N’ Roses, o Espírito Santo envia uma mensagem clara ao mercado: há capacidade logística, institucional e organizacional para integrar a rota dos grandes eventos nacionais e internacionais.
Esse movimento dialoga diretamente com o conceito de ambiente de negócios. Eventos bem-sucedidos fortalecem a imagem do Estado, ampliam a confiança de investidores e estimulam novos empreendimentos. Em outras palavras, não se trata apenas de entretenimento, mas de desenvolvimento econômico com efeito multiplicador.
Ao comparar com outras praças que receberam a mesma turnê, o Espírito Santo demonstrou competitividade e eficiência. Esse diferencial não surge por acaso, mas é resultado de articulação entre poder público, iniciativa privada e uma sociedade que responde positivamente quando convocada.
O “show” do Guns N’ Roses, portanto, extrapola o palco. Ele se projeta como um indicativo de que o estado pode — e deve — ocupar um lugar mais protagonista no circuito de grandes eventos, transformando cultura em oportunidade, e oportunidade em desenvolvimento sustentável.

Pablo Lira

Pós-Doutor em Geografia, mestre em Arquitetura e Urbanismo (Ufes), pesquisador do IJSN e professor da Universidade Vila Velha (UVV). Escreve às quartas

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