Publicado em 13 de janeiro de 2026 às 19:31
O mercado internacional virou possibilidade real para profissionais brasileiros, especialmente depois que empresas do mundo todo passaram a aceitar contratações remotas. Mas tem um detalhe que muita gente descobre do jeito difícil: mandar currículos para fora exige bem mais do que dominar o idioma. A forma como você se apresenta no papel precisa dialogar com expectativas culturais e padrões que variam bastante do que estamos acostumados por aqui. >
Dados do World Economic Forum projetam que, até 2030, mais de 170 milhões de novos empregos serão criados no mundo em áreas ligadas à tecnologia e inovação. Esse número gigantesco indica oportunidades em escala mundial, mas também levanta uma questão importante: como se destacar quando milhares de profissionais capacitados estão competindo pelas mesmas posições? A resposta passa inevitavelmente por demonstrar que você entende as regras do jogo internacional desde o primeiro contato. >
“Ao montar um currículo em inglês, não basta traduzir o conteúdo do português. É essencial adotar termos e expressões reconhecidos no mercado internacional, que transmitam profissionalismo e clareza, mas sempre com equilíbrio. Devemos usar jargões e linguagem técnica com moderação, evitando os exageros do ‘corporativês’, para garantir uma comunicação objetiva e acessível”, comenta Hugo Albuquerque, gerente de Produtos Educacionais do CNA+. >
A seguir, veja 5 dicas elencadas pelo profissional e descubra o caminho para construir um currículo competitivo! >
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Currículos em inglês seguem um formato diferente do brasileiro. Em geral, são mais objetivos, com uma ou duas páginas no máximo, e não incluem informações pessoais como idade, estado civil ou foto, a menos que isso seja solicitado. O foco deve estar nas experiências profissionais, resultados alcançados e competências relevantes para a vaga. >
Evite traduções diretas do português. Muitas vezes, o literal não reflete o vocabulário utilizado no mercado internacional nem transmite corretamente a mensagem. Cargos , formações e responsabilidades devem seguir os termos usados globalmente, sempre priorizando o inglês profissional. >
Em 2026, sistemas de triagem automática (ATS) continuarão sendo amplamente utilizados. Por isso, é essencial adaptar o currículo para cada oportunidade, incorporando palavras-chave da descrição da vaga e destacando as experiências mais relevantes para aquela posição. Isso aumenta as chances de o currículo avançar na triagem inicial e ganhar destaque entre outros candidatos. >
O Professional Summary (ou Profile) deve aparecer logo no início do currículo e apresentar, em poucas linhas, quem é o profissional, sua área de atuação, principais competências e objetivos de carreira internacional. Esse recurso ajuda recrutadores a entender rapidamente o perfil do candidato. >
Além disso, empresas estrangeiras valorizam resultados mensuráveis. Em vez de apenas listar atividades, o ideal é destacar conquistas com números, metas alcançadas, projetos entregues ou impactos gerados. Exemplos: “ Increased sales by 20% in one year ” ou “ Led a team of 10 professionals in an international project “. >
Currículos internacionais valorizam frases objetivas iniciadas por verbos fortes, que demonstram iniciativa e impacto. Alguns exemplos incluem “ developed ” (desenvolveu), “ implemented ” (implementou), “ managed ” (gerenciou), “ led ” ( liderou ) e “ increased ” ou “ reduced ” (aumentou ou reduziu). Exemplo prático: “ Led cross-functional teams to deliver international projects on time “. >
Por Maria Trindade >
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