O presidente da Vale, Gustavo Pimenta, acredita que o acordo sobre o novo contrato das ferrovias seja resolvido até o final de 2026. Ele afirma estar otimista quanto à conclusão, nos próximos meses, das negociações de repactuação envolvendo a Estrada de Ferro Vitória a Minas (EFVM) junto ao governo federal.
O processo é conduzido em diálogo com o Ministério dos Transportes e a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) e é considerado, pelo executivo, uma etapa fundamental para viabilizar novos projetos ferroviários no Espírito Santo.
Até agosto de 2025, o governo federal ainda não havia chegado a um acordo com a mineradora na discussão sobre alterações nos contratos de concessão da ferrovia e da Estrada de Ferro Carajás (EFC), que haviam sido renovados antecipadamente em 2020, com validade até 2057. As negociações foram retomadas no início deste ano, conforme informações do executivo.
Segundo o presidente, uma das principais evoluções nas discussões foi a proposta da empresa de unificar, em um único edital de concessão, a EF 118 — que promete ligar a capital fluminense à Região Metropolitana capixaba — com o chamado Ramal Anchieta — ligando Santa Leopoldina, na Região Serrana, a Anchieta, no Sul do Estado. A modelagem prevê a possibilidade de aportes financeiros oriundos de acordos firmados entre concessionárias ferroviárias e a Vale, criando condições econômicas para atrair investidores.
Acredito que estamos em um bom caminho para que isso possa ir a leilão em algum momento e ter um desenho que funcione para os investidores. O principal prazo com que trabalhamos hoje é concluir essa repactuação ao longo dos próximos quatro meses. Estamos otimistas em fechar ainda neste ano.
Gustavo Pimenta Presidente da Vale
Pimenta comentou ainda que a Vale não deverá executar diretamente as obras previstas. Segundo ele, a empresa participaria com recursos financeiros oriundos das repactuações, enquanto a futura concessionária vencedora do leilão ficaria responsável pela implantação dos projetos.
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