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Formado em Administração, com MBA em Finanças pelo IBMEC e pós-MBA em Inteligência de Mercado pela FGV.

Perda fixa ou renda fixa? Investimentos fora da Bolsa têm seu valor

CDBs, títulos do Tesouro e fundos de renda fixa vinham perdendo mercado até que a reviravolta no segmento de ações fez o segmento se tornar alvo de quem está em busca de tranquilidade

Vitória
Publicado em 13/12/2021 às 14h20

Em junho deste ano, o Ibovespa – índice da bolsa brasileira – registrou seu recorde histórico alcançando os 130 mil pontos. Desde então, as coisas mudaram, assim como o jeito de alocar recursos. De lá para cá, o índice amargou uma queda de 20% (até final de outubro). Problemas fiscais se agravaram, a inflação acelerou e o Banco Central (BC) sinalizou com veemência o ritmo de aperto monetário com a elevação da taxa básica de juros – a Selic.

Antes do recorde do Ibovespa brincava-se de que a renda fixa era a “perda fixa”, uma vez que as aplicações nesta modalidade estavam longe de bater a bolsa. Contudo, o jogo mudou. A renda fixa sempre teve e terá seu grau de relevância para os investimentos.

Com o nível atual da Selic e as expectativas de juros nominais superiores a 10% já no início de 2022, a renda fixa está cada vez mais atraente em relação ao retorno oferecido, principalmente na parcela de pós-fixados, com baixa volatilidade em um momento que será de grandes incertezas no país.

Mercado de renda variável perdeu para a renda fixa em 2021
Mercado de renda variável perdeu para a renda fixa em 2021. Crédito: STANDRETT/Freepik

Os ativos pós-fixados podem capturar a alta da Selic esperada nos próximos meses e, mesmo que os juros venham a cair, ainda assim devem continuar em patamar elevado.

Títulos atrelados ao IPCA também poderiam se beneficiar, ainda que em menor grau, de eventual melhora no cenário fiscal, além de serem boa alternativa para proteção contra a inflação para quem mantiver o título até o vencimento. São, inclusive, uma boa alternativa para investidores que buscam títulos com vencimentos mais longos: é uma forma de garantir que seus rendimentos vão sempre na direção certa, ou seja, acima dos aumentos nos preços.

Em relação aos prazos, é interessante observar que, para os pré-fixados, prazos entre 2 e 3 anos trazem maior segurança do que horizontes mais longos, mas carregando bons retornos. Além disso, em caso de redução na percepção de risco no país, tendem a valorizar antes do vencimento, o que pode representar uma possibilidade de ganho (mas isso não é garantido).

Os fundos que possuem ativos de crédito privado devem também continuar a ter um quadro positivo de retorno, talvez com menor intensidade após um período de fechamento dos spreads.

De qualquer forma, pode-se observar neste cenário que uma parte considerável do dinheiro que tinha entrado na bolsa começou a sair em busca de ganhos na renda fixa.

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