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MED 2.0

Pix mais protegido: novas regras para recuperar dinheiro de golpes entram em vigor

Saiba como o novo mecanismo de rastreio, agora obrigatório para as instituições financeiras, amplia a proteção contra golpes

Publicado em 12 de Maio de 2026 às 08:21

Públicado em 

12 mai 2026 às 08:21
Isis Parteli

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Isis Parteli

O Pix transformou a dinâmica financeira do país, mas sua agilidade também trouxe desafios no combate a golpes. Para combater os fraudadores, o Banco Central estabeleceu novas regras para o mecanismo de devolução do Pix, denominado MED 2.0 — Mecanismo Especial de Devolução —, que, embora anunciadas anteriormente, passaram a ser obrigatórias na segunda-feira (11). A mudança representa um avanço significativo na proteção do usuário e na integridade das operações.

Pessoa fazendo pagamento por meio do Pix
Pessoa fazendo pagamento por meio do Pix Bruno Peres/Agência Brasil

O que muda na prática?

Até então, o processo de recuperação de valores apresentava uma barreira técnica importante: o bloqueio de recursos ficava restrito apenas à primeira conta que recebia a transferência. Essa limitação permitia a “pulverização", estratégia em que os valores eram rapidamente distribuídos por diversas outras contas, em diferentes bancos, o que dificultava o mapeamento do golpe e a recuperação dos valores.


As novas regras buscam solucionar essa lacuna, por meio do “rastreio em cascata”, que permite o monitoramento em múltiplas camadas.


As principais melhorias são:


  • Bloqueio em múltiplas contas: se o criminoso dividir o dinheiro do golpe em dez contas diferentes, o novo sistema tem permissão para identificar e bloquear esses valores em todas elas simultaneamente.
  • Automação de resposta: o processo deixa de ser uma troca de mensagens manual entre bancos e passa a ser um protocolo automático dentro da rede do Pix, tornando a resposta muito mais rápida do que o saque do criminoso.
  • Varredura instantânea: O rastreio ocorre em toda a cadeia de transferência para onde o dinheiro fluiu, permitindo que ele seja retido para análise e posterior devolução.

Como agir em caso de problemas?

Para o usuário, o processo continua simples: ao identificar uma transação indevida ou sob coação, a notificação deve ser feita à sua própria instituição financeira, via canais oficiais, em um prazo de até 80 dias.


A grande diferença acontece nos bastidores, onde a busca pelo recurso desviado torna-se sistêmica.


Além disso, com o rastreio automático, quem empresta ou vende o acesso à sua conta para receber dinheiro ilícito terá o CPF marcado pelo sistema de monitoramento de forma muito mais rápida, enfrentando bloqueios imediatos e restrições severas em todo o Sistema Financeiro Nacional.

Prevenção ainda é o melhor caminho

Embora o fortalecimento do sistema aumente a confiança nas transações, a segurança digital é uma construção conjunta entre tecnologia e comportamento. A sofisticação dos mecanismos de controle não substitui a prudência do usuário na hora de fazer um Pix. Verificar os dados do destinatário antes da confirmação final continua sendo a prática mais eficaz de prevenção.


Com a vigência destas novas regras, o Banco Central continua atuando para consolidar o Pix não apenas como uma ferramenta de conveniência, mas como um ambiente de circulação financeira cada vez mais resiliente e seguro.

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Isis Parteli

Formada em Ciencias Contabeis pela Ufes, com MBA em Controladoria e Financas e certificacoes em metodologias ageis e metricas de produtos. Atua ha mais de 18 anos no setor bancario, com experiencia em gestao de produtos e projetos. Atualmente, lidera a area de Inovacao em Meios de Pagamento e Investimentos do Banestes

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