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Proteção contra golpes

Segurança na palma da mão: como cuidar da sua vida digital

Veja manual de sobrevivência digital para criar barreiras de proteção eficazes aos seus dados

Públicado em 

14 abr 2026 às 10:48
Isis Parteli

Colunista

Isis Parteli

Houve um tempo em que a maior preocupação de segurança era a integridade de nossas carteiras físicas. Hoje, o cenário é mais complexo: nossos bancos, documentos de identificação e memórias estão concentrados no nosso celular.
Essa centralização transformou o smartphone no alvo principal de organizações criminosas, que exploram brechas de comportamento para acessar o que temos de mais valioso: nossa informação.
De links falsos a aplicativos espiões, golpes crescem e exigem atenção redobrada dos usuários Crédito: Imagem gerada pelo ChatGPT

A isca perfeita: o golpe da oportunidade imperdível

As estratégias dos criminosos digitais baseiam-se, primordialmente, em táticas de engenharia social, explorando gatilhos psicológicos como a curiosidade e o senso de urgência. Sob o pretexto de oportunidades financeiras ou benefícios exclusivos, golpistas utilizam plataformas como o WhatsApp para disseminar links fraudulentos.
Ao clicar nessas comunicações, o usuário muitas vezes autoriza, inadvertidamente, a instalação de códigos maliciosos (malwares) que monitoram atividades e capturam informações sensíveis. Esses aplicativos espiões operam em segundo plano, sendo capazes de registrar senhas e espelhar a tela do aparelho sem que a vítima perceba qualquer anomalia.
Algumas abordagens são bastante comuns nesses tipos de golpes:
  • Promoções com valores muito abaixo do mercado;
  • Ofertas de brindes de marcas renomadas;
  • Propostas de regularização de crédito via aplicativos de mensagens.

Além do clique: a ameaça do acesso remoto

Uma das modalidades mais perigosas atualmente é o chamado golpe da mão fantasma ou acesso remoto. Nele, o criminoso não quer apenas seus dados, mas o controle total do seu celular.
Os fraudadores costumam utilizar falsos softwares de suporte técnico ou de prova de vida, que são malwares disfarçados, além de links maliciosos, para visualizar a tela do dispositivo e capturar dados bancários.
Para blindar esse ecossistema, a prevenção exige camadas extras de segurança:
  • Bloqueio de aplicativos sensíveis: tanto Android quanto iOS permitem proteger aplicativos individualmente com biometria;
  • Autenticação robusta: substitua o código por SMS por aplicativos autenticadores ou chaves de segurança físicas
  •  Gestão de credenciais: evite salvar senhas no navegador ou em blocos de notas sem criptografia e utilize senhas fortes e exclusivas para cada serviço.

O efeito dominó

Ter uma senha descoberta não é um problema isolado, é um efeito dominó. O golpista usa seu e-mail para recuperar a senha da rede social, que por sua vez dá acesso a contatos e dados de pagamento.
Proteger o celular é, acima de tudo, ganhar tempo. Quanto mais barreiras, como biometria, senhas fortes e diferentes para cada serviço, mais difícil fica para o invasor.
No fim das contas, a tecnologia avança, mas a nossa cautela continua sendo o melhor antivírus. Na dúvida, não clique, não compartilhe e, acima de tudo, não facilite.

Isis Parteli

Formada em Ciencias Contabeis pela Ufes, com MBA em Controladoria e Financas e certificacoes em metodologias ageis e metricas de produtos. Atua ha mais de 18 anos no setor bancario, com experiencia em gestao de produtos e projetos. Atualmente, lidera a area de Inovacao em Meios de Pagamento e Investimentos do Banestes

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