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Finanças pessoais

Cartão de crédito: aliado ou vilão?

Pesquisa mostra que 85% dos brasileiros pagam o cartão em dia e revela uso estratégico do crédito

Publicado em 23 de Junho de 2026 às 09:06

Públicado em 

23 jun 2026 às 09:06
Isis Parteli

Colunista

Isis Parteli

Uma pesquisa recente realizada pelo Datafolha, a pedido da Abecs (Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços) revelou que 85% dos brasileiros pagam a fatura do cartão em dia.


Esse dado desmistifica a ideia de que o cartão de crédito é um passaporte inevitável para a inadimplência e mostra que a maioria da população consegue manter uma relação saudável com o crédito.


Informações do Banco Central de abril confirmam que 74,3% de todo o saldo movimentado nessa modalidade são de operações sem cobrança de juros. A modalidade de crédito rotativo, frequentemente associada ao principal meio de endividamento dos brasileiros, representa apenas 2,7% do total das dívidas das pessoas físicas no país.

Cartão de crédito não é vilão para a maioria dos brasileiros, aponta pesquisa Freepik

Um aliado no planejamento financeiro

Quando utilizado de maneira adequada, o cartão deixa de ser um vilão e passa a ser um importante aliado no dia a dia. Centralizar os gastos mensais nessa modalidade ajuda a concentrar os vencimentos em uma única data e facilita o controle do fluxo de caixa.


Além disso, o uso consciente abre portas para um universo de benefícios que o dinheiro em espécie ou o Pix não oferecem por meio dos programas de fidelidade:


  • Pontuação acumulada: cada compra se transforma em pontos que podem ser revertidos em vantagens reais.
  • Milhas e viagens: os pontos podem ser trocados por passagens aéreas e hospedagens.
  • Produtos e economia: é possível resgatar mercadorias ou converter pontos em dinheiro para pagamento de contas e faturas, gerando alívio no orçamento.

O perigo invisível dos parcelamentos

Para que o cartão seja um aliado, é preciso muita atenção ao parcelamento de compras. Dividir uma compra em várias vezes traz a falsa sensação de alívio imediato no bolso, mas o acúmulo de pequenas parcelas ao longo dos meses é perigoso.


O ideal é que a soma de todos os parcelamentos não ultrapasse a capacidade real de pagamento do consumidor. Caso contrário, a fatura futura pode se transformar em uma surpresa desagradável e pesada demais para o salário, abrindo portas para o descontrole.


A chave para o sucesso não está em evitar o cartão, mas em usá-lo com estratégia: monitorar o limite e entender que o crédito deve ser um facilitador, nunca uma extensão da renda.

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Isis Parteli

Formada em Ciencias Contabeis pela Ufes, com MBA em Controladoria e Financas e certificacoes em metodologias ageis e metricas de produtos. Atua ha mais de 18 anos no setor bancario, com experiencia em gestao de produtos e projetos. Atualmente, lidera a area de Inovacao em Meios de Pagamento e Investimentos do Banestes

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