Como uma coisa puxa a outra, vejo imagens de salas, banheiros, quartos e cozinhas que também têm azulejos gastos pelo correr do tempo, cortinas que carecem de bainha, uma lava-louças inoperante por pura falta de manutenção.
Dois cliques depois, leio o depoimento da moça que decidiu, ao entrar em casa, ver primeiro o abrigo e só depois a desordem, primeiro a paz e só depois as bordas roídas pelo cupim insistente, primeiro a planta que herdou da mãe e só bem depois a gambiarra do vidro vacilante colado com fita crepe.
É assim na lei do poderoso sistema que organiza o que vemos na rede social: quanto mais você consome um assunto, mais ele aparece diante de você.
Por essa lógica, se vemos um conteúdo que desperta mais inquietação que calmaria, recebemos mais ansiedade na sequência. Ao acessar um material gentil - ufa! -, surgem outros que tornam a navegação um pouco mais leve.