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Árbitro capixaba com maior número de atuações nacionais e internacionais, especializado em gestão esportiva,e que atuou em dez finais do Campeonato Capixaba, além de partidas das séries A, B, C e D do Campeonato Brasileiro.

Árbitros terão que agir com rigidez em lances de perigo à cabeça dos atletas

Orientação da Fifa considera o alto número de lesões registrados nos jogadores nos últimos anos

Publicado em 03/06/2021 às 02h00
Willian Arão expulso
Em um jogo da edição desta Libertadores, Willian Arão foi expulso após chutar o rosto de um jogador da LDU. Crédito: Alexandre Cassiano/Agência O Globo

Devido ao grande número de ocorrências, nas partidas de futebol, de contusões de jogadores na região da cabeça, e por se tratar de uma região muito sensível e perigosa, a Fifa e a CBF passaram a cobrar dos árbitros, medidas mais rigorosas em relação a esse tipo de jogada.

Ao disputar a bola no alto, muitos jogadores utilizam os braços e as mãos, o que acaba atingindo o adversário, muitas vezes de forma grave, levando a convulsões e até a consequências mais sérias. Sendo assim, a orientação é que qualquer disputa em que o jogador atinja com braço ou a mão a cabeça do adversário, o atleta imprudente deverá ser no mínimo advertido com cartão amarelo. Em caso de cotovelada ou soco proposital a punição deverá ser cartão vermelho direto.

Tal medida, que visa proteger a integridade física dos jogadores, em alguns casos, infelizmente, tem sido usada pelos próprios jogadores como forma de enganar a arbitragem e forçar uma punição indevida. Em muitos lances, percebemos facilmente um teatro de alguns que fingem ter sido atingidos, o que as câmeras mostram claramente. Essa postura é tão indigna quanto a de atingir o adversário, pois mostra mais uma vez a cultura do jogador brasileiro de querer tirar vantagem burlando as regras ao invés de usá-las a seu favor e proteção. Resta que a punição seja severa tanto para o agressor quanto para o ator, nesse caso, um canastrão.

NOTA 10 PARA O VAR E NOTA ZERO PARA A ÁRBITRA

Lance curioso aconteceu no jogo entre Água Santa e São Bernardo pela final da Série A2 do Campeonato Paulista. A árbitra Edina Alves, que tem se envolvido em muitas polêmicas ultimamente, deixou de marcar um pênalti claro a favor do São Bernardo e deixou o jogo seguir.

Para azar dela, na sequência da jogada, em um contra-ataque, o Água Santa fez o gol. Eis que surge o VAR e alerta a árbitra para o lance anterior e ela vai ao monitor. Ao retornar, ela anula o gol e marca o pênalti para o São Bernardo lá na outra área, causando muita reclamação. Nesse caso, nota dez para o VAR, que fez justiça, e zero para a árbitra, que deixou de marcar a infração no primeiro lance.

VAR FEZ FALTA NA COPA DO BRASIL

Na rodada da Copa do Brasil, o VAR fez muita falta em jogos cheios de polêmicas. Na derrota do São Paulo para o 04 de Julho por 3 a 2, o time paulista conseguiu empatar no final, mas a arbitragem comandada pelo potiguar Zandick Alves anulou marcando impedimento erradamente.

Na vitória do Santos sobre o Cianorte por 2 a 0, houve um pênalti claro a favor do Peixe, sofrido pelo atacante Marinho, mas o lance foi ignorado pelo árbitro baiano Diego Pombo. Já o árbitro Leandro Bricio, da Paraíba, marcou pênalti inexistente a favor do ABC na derrota do time do Rio Grande do Norte por 3 a 1 para a Chapecoense. A bola bateu na cabeça do zagueiro da Chape e ele viu toque de mão.

CURIOSIDADE DO DIA

  • Lateral: Durante a cobrança de um arremesso lateral, todos os adversários devem estar a pelo menos a 2 metros de distância do ponto da linha lateral de onde o arremesso será executado.

Este texto não traduz, necessariamente, a opinião de A Gazeta.

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