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Árbitro capixaba com maior número de atuações nacionais e internacionais, especializado em gestão esportiva,e que atuou em dez finais do Campeonato Capixaba, além de partidas das séries A, B, C e D do Campeonato Brasileiro.

Arbitragem brasileira segue colecionando erros absurdos mesmo com o VAR

Na partida entre Brusque e Vasco, o time catarinense teve um gol anulado pelo árbitro de vídeo, mas a linha para parametrizar a posição dos jogadores foi simplesmente traçada no jogador errado

Publicado em 27/09/2021 às 02h00
Linhas do VAR foram utilizadas equivocadamente no jogo entre Brusque e Vasco
Linhas do VAR foram utilizadas equivocadamente noa. Crédito: Reprodução Premiere

Mais um erro da arbitragem, dessa vez inaceitável, usando o VAR no futebol brasileiro. O segundo gol anulado do Brusque na partida contra o Vasco, que terminou em vitória cruz-maltina por 1 a 0, foi um daqueles absurdos que nos fazem desacreditar no uso da tecnologia no futebol.

A linha para parametrizar a posição dos jogadores foi simplesmente traçada no jogador errado. Isso porque quem estava na jogada com o atacante do Brusque era o zagueiro Leandro Castán, mas a linha apresentada na revisão foi traçada na posição do Morato, do outro lado do campo. Com isso o gol foi anulado e ninguém vai saber se o zagueiro que estava disputando a jogada dava ou não condições ao atacante.

A diretoria do Vasco, que vive reclamando do VAR, dessa vez declarou que essas coisas acontecem e a bronca ficou com a turma do Brusque. Na verdade, isso é, no mínimo, falta de preparo do operador do VAR, de uma turma que recebeu treinamento às pressas para atuar na Série B após muitas reclamações das equipes, que agora já não sabem se é melhor continuar a disputa com ou sem o equipamento. Com a palavra os responsáveis pelo VAR brasileiro, que cá entre nós, chegou para animar a festa.

CONDIÇÃO FÍSICA DOS ÁRBITROS PRECISA SER MELHOR AVALIADA

A faixa etária e a condição física dos árbitros brasileiros que atuam nas séries A e B do Campeonato Brasileiro estão chamando a atenção. Vendo pela parte física, alguns visivelmente acima do peso já não acompanham as jogadas de perto e acabam comprometendo as suas atuações. O veterano Héber Roberto Lopes, 49 anos, é um dos que, apesar da experiência nos faz questionar sobre a tão falada renovação da arbitragem brasileira.

A Comissão Nacional de Árbitros fala em renovação do quadro, mas não apresenta nenhum novo nome e insiste em escalar veteranos que já não apresentam o mesmo desempenho de outrora. Visivelmente acima do peso, Héber já não apita com a mesma eficiência. O último jogo em que atuou, CSA e Botafogo, foi prova disso. Em pelo menos dois lances capitais da partida ele, distante das jogadas, deixou de expulsar dois defensores do time carioca porque não acompanhou como deveria.

Os testes físicos são extremamente exigentes e imagino como um árbitro perto dos 100 kg faz para passar nesses testes, se é que passa ou faz. Há algum tempo o limite de idade para continuar apitando jogos profissionais era de 45 anos, o que foi elevado para 50 anos, desde que o árbitro atendesse às exigências físicas de passar nos testes. Mas passar no teste físico e se apresentar visivelmente acima do peso não justifica a escala para jogos decisivos.

Como se diz no futebol, "treino é treino e jogo é jogo." O juiz de campo ainda é o protagonista da equipe de arbitragem e achar que o VAR vai resolver todos os problemas é um grande engano. Não há justificativa para um árbitro continuar atuando perto dos 50 anos com vários novatos precisando de oportunidade para alcançar destaque. Após os 45 anos, a dica é que usem a experiência adquirida pelo árbitro para atuar na cabine do VAR e deixarem o campo para quem está motivado e em plenas condições físicas.

VOCÊ SABIA?

  • Não vale gol contra se a bola entrar direto de uma bola parada. Se isso acontecer, será tiro de canto a favor do adversário. 

  • Não tem impedimento quando o jogador recebe a bola direto de um tiro de meta. 

  • Não vale gol direto de um arremesso lateral. Se a bola entrar no gol direto desse arremesso, será marcado tiro de meta a favor da defesa.

Este texto não traduz, necessariamente, a opinião de A Gazeta.

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