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Curtas Políticas

Militares que são candidatos estão em “marcha lenta” no ES

Por ora, conforme pesquisas do Ibope, nenhum policial militar vai bem nas intenções de voto. E veja também: o “segredo” de Magno e Malafaia; partidão com uma chapinha em Vila Velha

Publicado em 23 de Outubro de 2020 às 05:00

Públicado em 

23 out 2020 às 05:00
Vitor Vogas

Colunista

Vitor Vogas

Militares não vão bem por enquanto nas pesquisas no ES
Militares não vão bem por enquanto nas pesquisas no ES Crédito: Amarildo
Por enquanto, os candidatos a prefeito com origem militar estão indo mal nos maiores municípios do Espírito Santo: Capitão Assumção (Patriota) e o coronel Nylton Rodrigues (Novo) em Vitória; Wagner Borges (PL) em Vila Velha; Subtenente Assis (PTB) e Joel da Costa (PSL) em Cariacica; Subtenente Paulo Sérgio (PTB) em Cachoeiro de Itapemirim. O coturno está pesado e todos estão indo devagar nas intenções de voto. É o que mostra, até aqui, a primeira rodada da série de pesquisas Ibope/Rede Gazeta.
Em Vitória, conforme pesquisa publicada no último dia 13, Assumção ficou com 6% na intenção estimulada. Nylton, com apenas 1%. Em Vila Velha, de acordo com a sondagem divulgada no dia 15, Wagner Borges só obteve 2%. Em Cariacica, segundo levantamento publicado no dia 17, Assis registrou 6% e Joel da Costa, 4%. Em Cachoeiro, como informou o Ibope na última quarta-feira (21), Paulo Sergio não passou de 1%.
Poderíamos acrescentar a essa lista o coronel Foresti (PSL), candidato a vice-prefeito na chapa de Amarildo Lovato, do mesmo partido, em Vila Velha. Lovato só obteve 3% das intenções de voto na estimulada. Por tabela, Foresti também.
Curiosamente, sempre de acordo com as pesquisas do Ibope, a segurança pública é a área apontada como mais problemática pelos eleitores de Vitória e de Vila Velha. E é a segunda mais problemática, atrás da saúde pública, tanto para os eleitores de Cariacica como para os de Cachoeiro.
Ao que parece, porém, os eleitores capixabas em geral não estão associando a origem militar dos candidatos com maior capacidade ou maior resolutividade dos problemas na área da segurança. Pelo menos não até este momento da campanha.

MALAFAIA GRAVA PARA WAGNER (OU NÃO)

Falando em militares, após ter gravado um vídeo com depoimento de apoio ao candidato do PL em Vitória, Halpher Luiggi, o pastor Silas Malafaia, expoente da igreja Assembleia de Deus Vitória em Cristo no Brasil, fez o mesmo para o candidato do partido em Vila Velha, o tenente-coronel Wagner Borges. O PL é o partido do ex-senador Magno Malta. Um detalhe chama a atenção, porém:
Nos dois vídeos, o depoimento de Malafaia é idêntico: uma mensagem genérica em que ele pede votos em “gente que tem perfil conservador”, mas não cita nenhum candidato pelo nome. Diz que está indicando “essa gente”. Em seguida, a edição corta para Magno, pedindo voto nominalmente para o candidato em questão.
Tudo leva a crer que Malafaia não gravou especificamente para ninguém, mas mandou para o amigo Magno uma mensagem padronizada que o ex-senador pode usar para todos os seus candidatos (como está mesmo fazendo).

ZEMA GRAVOU (MESMO) PARA NYLTON

Já o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), gravou vídeo com declaração de apoio para o candidato do partido a prefeito de Vitória, Nylton Rodrigues, sua vice, Patrícia Bortolon (também do Novo), e os sete candidatos a vereador pelo partido. Ah, Zema realmente citou Nylton e Patrícia pelos nomes no depoimento. Foi um “têm meu apoio” personalizado.

FORESTI FARDADO

Ainda no capítulo “militares”, chama a atenção que o coronel Foresti, no material de campanha de Amarildo Lovato em Vila Velha, esteja vestindo farda da Polícia Militar do Espírito Santo.
Material de campanha Amarildo/Foresti Crédito: Fonte da coluna
O uso de fardamento para fins de campanha é proibido pela legislação eleitoral. E, justamente por esse motivo, a juíza eleitoral de Vitória, Gisele de Oliveira, proibiu Assumção de ostentar farda em seu material, logo no início da campanha. Mas, aparentemente, os critérios da Justiça Eleitoral estão diferentes nos municípios vizinhos.

ASSUMÇÃO: TIRO, PORRADA E BOMBA D’ÁGUA

Conhecido por suas posições radicais manifestadas na Assembleia para combater a violência urbana (execuções sumárias e tal…), o Capitão Assumção apresentou uma ideia, no mínimo, inusitada no capítulo do seu plano de governo sobre segurança pública: depois do “caveirão”, com vocês… o “mangueirão”!

APÓS A “CARRETA FURACÃO”, O “CAMINHÃO TEMPESTADE”

O candidato promete adquirir o assim designado “caminhão tempestade”, que, como descrito no plano de governo, “usa jatos d’água para dispersar multidões, podendo ser utilizado também em parceria com a PM, para coibir eventos ilegais, como os que ocorrem na Rua da Lama e na Praia do Canto, bem como bailes Mandela”. Em Vitória, diz Assumção, “bagunça ou arruaças não terão vez”.

MAS, PARA FAZER JUSTIÇA…

Pelo menos no horário eleitoral gratuito, Assumção não assumiu (até agora), de modo algum, esse estilo “violência se combate com mais violência”. Na noite desta quinta-feira (22), por exemplo, usou seus poucos segundos para apresentar propostas na área da saúde, como a construção do primeiro hospital municipal de Vitória.

PSOL E NOVO: CHAPAS ENXUTAS

Na eleição ao governo do Estado em 2014, quem criticou muito a política de “tiro, porrada e bomba” para reprimir protestos de rua foi a assistente social Camila Valadão, do PSOL, que agora tenta novamente chegar à Câmara de Vitória. Em 2016, ela bateu na trave. Agora, é a maior aposta do partido de esquerda e só as urnas o dirão no dia 15 de novembro, mas pode haver um complicador aí: é que, na Capital, o PSOL lançou chapa proporcional com só seis candidatos a vereador, de 23 possíveis.
Como vimos acima, o Novo “ganhou por um” do PSOL: lançou sete candidatos a vereador em Vitória. Além das chapas reduzidas, os dois partidos têm em comum o fato de serem pequenos e muito ideológicos, mas em campos opostos.

MDB: TÁ DIFÍCIL

Parece mentira, mas logicamente não é. E é uma informação que só confirma o quanto o MDB vai de mal a pior em termos de organização ultimamente no Estado: sob a batuta (ou bisturi) do deputado Doutor Hércules em Vila Velha, onde já não tem nenhum representante na Câmara Municipal desde março, o partido só lançou três candidatos a vereador. Isso mesmo: TRÊS. Em Vila Velha, cada partido poderia lançar chapa completa com até 26 candidatos à Câmara.

Vitor Vogas

Jornalista de A Gazeta desde 2008 e colunista de Política desde 2015. Publica diariamente informações e análises sobre os bastidores do poder no Espírito Santo

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