Sair
Assine
Entrar

Entre para receber conteúdo exclusivo.
ou
Crie sua conta A Gazeta
Recuperar senha

Preencha o campo abaixo com seu email.

Secretariado

Lauro Ferreira Pinto é convidado por Pazolini para Saúde em Vitória

O infectologista e professor da Emescam é fortemente cotado para assumir a Secretaria Municipal de Saúde em plena pandemia. Andrezza Rosalém e César Colnago não participarão do secretariado, o que abre espaço para Neuzinha de Oliveira

Públicado em 

02 jan 2021 às 06:00
Vitor Vogas

Colunista

Vitor Vogas

Médico infectologista Lauro Ferreira Pinto fala sobre o novo coronavírus no Espírito Santo
Médico infectologista Lauro Ferreira Pinto é uma das principais referências no Espírito Santo quando se trata do novo coronavírus Crédito: FRED LOUREIRO/SECOM-ES - arquivo
Em seu primeiro discurso após a posse na tarde desta sexta-feira (1º), afastando-se a cada dia de um bolsonarismo que se tentou colar nele durante a campanha de novembro, o prefeito de Vitória, Lorenzo Pazolini (Republicanos), pregou, entre outras coisas, o respeito à ciência. Especificamente no que toca ao combate à pandemia do novo coronavírus, esse conceito pode estar prestes a se concretizar na provável escolha de Pazolini para chefiar a Secretaria de Saúde de Vitória: conforme apuramos, o prefeito convidou para o cargo o médico Lauro Ferreira da Silva Pinto Neto.
Mais que um médico, Lauro da Silva Pinto é um cientista, um professor e um pesquisador, além de, atualmente, ser considerado uma das principais referências do Espírito Santo quando o assunto é o novo coronavírus. Articulista de A Gazeta e professor adjunto de Saúde do Adulto na Emescam, ele é constantemente requisitado para entrevistas por veículos da imprensa capixaba, inclusive os da Rede Gazeta.
De acordo com seu currículo Lattes, Lauro Ferreira Pinto possui graduação em Medicina pela Ufes (1978), mestrado em Doenças Infecciosas pela Ufes (1999) e doutorado em Doenças Infecciosas pela mesma instituição (2012), além de um MBA em administração hospitalar pela FGV-SP em 2004.
Tem experiência na área de Medicina, com ênfase em Doenças Infecciosas, atuando principalmente em temas como HIV, Aids, comorbidades em HIV, com destaque para alterações ósseas, renais, dislipidemia e neoplasias em HIV, resistência viral, hepatites e vacinas.
O convite já foi feito por Pazolini, mas ainda precisa ser aceito pelo médico.

PAULO HARTUNG

Dizer que Lauro Ferreira Pinto, extremamente técnico, tem ligação política com Paulo Hartung, seria forçar a barra. Mas não se pode ignorar a ligação pessoal e, por assim dizer, histórica entre ambos. Em primeiro lugar, o infectologista foi, por anos, médico pessoal do ex-governador. Para citar um exemplo marcante, em 2017, quando Hartung descobriu e tratou um câncer na bexiga, Ferreira Pinto assistiu-o e acompanhou pessoalmente o tratamento.
Em segundo lugar, os dois se conhecem e são amigos desde os tempos de graduação na Ufes, onde foram companheiros de militância no movimento estudantil, na segunda metade dos anos 1970.
Assim como Hartung, que seria o primeiro presidente do Diretório Central dos Estudantes (DCE) após sua refundação, entre 1978 e 1979, Lauro Ferreira Pinto participou do renascimento e da reconstrução do movimento político dos estudantes na Ufes (ele pelo Centro Biomédico; Hartung pelo Centro de Ciências Jurídicas e Econômicas, onde estudou Economia).
Assim, caso Ferreira Pinto aceite o convite, será mais um nome ligado de algum modo a Paulo Hartung no “time Pazolini”. Entre aliados eleitorais, membros da equipe de transição e secretários já confirmados, podemos citar: Valéria Morgado, Marcelo de Oliveira, Aridelmo Teixeira, Henrique Herkenhoff, Roberto Carneiro, Andrezza Rosalém, César Colnago, Lelo Coimbra e Regis Mattos.

NEUZINHA DE OLIVEIRA

O ex-vice-governador César Colnago (PSDB) chegou a ser sondado por um emissário de Pasolini para assumir a Secretaria Municipal de Saúde, porém essa conversa não evoluiu.
Já a economista Andrezza Rosalém, que integrou a equipe de transição de Pazolini, era um nome forte para a Secretaria Municipal de Assistência Social, até porque chegou a dirigir a pasta correspondente no último governo Paulo Hartung, de 2017 a 2018, e sua contribuição na transição se deu mais especificamente nessa área. Porém ela não quis compor o secretariado, por motivos pessoais e profissionais (é sócia e diretora executiva de uma empresa chamada Oppen Social).
Nos dois casos, isso abre espaço para que a ex-vereadora Neuzinha de Oliveira venha a ser aproveitada no 1º escalão da equipe de Pazolini. Como Colnago não vai participar, Neuzinha poderia preencher a “cota” do PSDB, partido que deu a Pazolini um importante apoio no 2º turno da eleição contra João Coser (PT).
E, como a Secretaria de Assistência Social é uma das que continuam indefinidas, Neuzinha poderia vir a ocupá-la, até por se identificar com a área.
Neste sábado (2), Pazolini terá reuniões para definir os ocupantes de algumas pastas ainda pendentes, como a de Cidadania e Direitos Humanos, a de Cultura e as já citadas secretarias de Saúde e de Assistência Social.

Vitor Vogas

Jornalista de A Gazeta desde 2008 e colunista de Política desde 2015. Publica diariamente informações e análises sobre os bastidores do poder no Espírito Santo

Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rapido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

Imagem de destaque
Trufas para a Páscoa: 10 receitas irresistíveis para adoçar a data
Imagem de destaque
Baralho cigano: veja as previsões de abril de 2026 para os 12 signos
Imagem de destaque
Além do forró: Itaúnas estreia festival internacional de jazz e blues

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados