Nós temos desafios estruturantes no Estado. Sabemos que, ao longo da história, a União prestigiou muito pouco o nosso Estado. Isso custou muito caro para os capixabas. Ao longo da história, tivemos muita gente que foi “herói” só aqui. Aqui ruge como um leão, mas em Brasília não passa de um gatinho. Para a imprensa capixaba, contava as historinhas, e em Brasília não passava de um gatinho. Você tem que construir relações. Brasília não é a perfeição do mundo que a gente gostaria, mas tem regras e princípios, que são democráticos e republicanos e que estão postos aí. Um deles é o bom relacionamento, mesmo no contraditório. E muitos dos desafios que estão custando muito caro para nós, principalmente na área de infraestrutura, o Estado é carente por termos fracos relacionamentos em Brasília. O nosso último grande projeto de infraestrtura foi nosso aeroporto. E é mérito pessoal da senadora Rose de Freitas. Foi ela quem construiu, com sua influência na comissão orçamentária, um espaço para que o governo Temer fizesse o aeroporto. Talvez a próxima grande entrega agora será a renovação da concessão da ferrovia Vitória-Minas, que está consolidada com a Vale, e a construção da ferrovia até Anchieta e o projeto até Açu. Então, o Espírito Santo tem lidado muito mal com Brasília. E o governador, por ideologia diferente do governo federal, que é legítimo, ao meu modo de ver, tem um comportamento que não ajuda o Espírito Santo. Ele fica bonito com seus eleitores, fica bonito com seu partido, mas fecha portas.