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Um novo consumidor

"Novo normal" com novas tendências também de consumo

As relações sociais, quando modificadas, provocam mudanças na forma de consumir, e também no que consumimos. Marcas precisam aprender a ser relacionar, a substituir botões como “compre agora” por aquilo que de fato é o desejo do consumidor

Publicado em 13 de Agosto de 2020 às 05:00

Públicado em 

13 ago 2020 às 05:00
Vinicius Figueira

Colunista

Vinicius Figueira

Compras online
Compras on-line cresceram na pandemia e empresas que buscaram entender os clientes se deram melhor Crédito: Rupixen.com/Unsplash
A pandemia forçou a barra de muitas coisas, por isso, é notório que o comportamento, as relações e, sobretudo, o modo de se consumir também seja transformado. As relações sociais, quando modificadas, provocam mudanças na forma de consumir, e também no que consumimos. O "novo normal" que desponta, como já tratamos anteriormente, vai exigindo transformações nas estruturas ou, ainda, adaptações nas “quitandas” virtuais. Assim, é preciso compreender quais são essas novas tendências que depois da pandemia irão permanecer e fazer parte do cotidiano e da jornada do cliente.
Recentemente, o site Meio Mensagem, através da Fiamma Zarife, diretora-geral do Twitter Brasil, publicou um artigo explicitando uma leitura do cenário, a partir da abertura gradativa dos estabelecimentos comerciais, lojas físicas. Então, ficou claro que as pessoas, durante a pandemia, foram atrás daquilo que fazia sentido para elas — portanto, algumas marcas souberam entender o consumidor em isolamento e correram contra o tempo com estratégias, formatando produtos e serviços de acordo com às necessidades que iam emergindo.
Muitas marcas foram conquistando seu espaço e se tornado até referência na vida dessas pessoas. Nesse caso, fique claro: quem soube se relacionar, saiu na frente.
O mercado de Recomece vinha desde o ano passado em um crescimento demasiado e significativo. Fala-se que o mercado cresceu cerca de 35%, lembrando que o crescimento está inserido em um cenário de retomada econômica, pós-recessão. Por hora, nota-se que cada vez mais pessoas estão adeptas às compras através das plataformas digitais.
Mas, para isso, as marcas precisam e muito aprenderem a ser relacionar, a substituir botões como “compre agora” por aquilo que de fato é o desejo do consumidor. Quem entender o cliente saberá atendê-lo, conquistá-lo ao seu modo e ao seu jeito. Urge, portanto, a necessidade, mais do que nunca, da humanização da comunicação, tendo em vista que o humano se conecta com humano e não com robôs. Ser atendido por alguém que te entende é sempre uma experiência mais positiva do que ser atendido por “alguém” que foi programado para a finalidade.
Fiamma Zarife destaca: “Um levantamento realizado pelo Twitter Brasil aponta que a expectativa é de que as compras on-line se consolidem como uma das principais opções a partir de agora. De acordo com os dados do painel Global Web Index, metade das pessoas que usam a plataforma no país diz que seguirá utilizando meios digitais para fazer compras, e 42% afirmam que continuarão usando aplicativos de delivery de comida."
E continua: "Aliás, as conversas sobre a entrega de comida cresceram mais de 230% se compararmos o fim da quarentena com os meses que precederam o isolamento”. E completa em fragmento: “65% das pessoas que usam o Twitter no Brasil entende que entregas gratuitas são um fator importante, enquanto outros 56% dizem que a confiabilidade das entregas é essencial”.
Confiança, relacionamento e empatia. Elas vieram pra ficar no digital. É tempo de entendermos os hábitos e costumes novos que foram adquiridos e encarnado em nossas vidas, tal como o que deixará de ser trivial ou esporádico para tornar-se um padrão. Quem tiver capacidade de perceber e compreender vai mais longe.

Vinicius Figueira

É publicitário. Uma visão mais humanizada dos avanços tecnológicos e das próprias relações sociais tem destaque neste espaço. Escreve às quintas

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