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Comportamento

Palavras mais buscadas na internet dizem muito sobre o isolamento social

Como era de se esperar, a procura por expressões ligadas ao coronavírus disparou, também cresceram consultas curiosas que dizem um pouco a respeito de como estamos atravessando os tempestuosos dias de pandemia

Públicado em 

03 mai 2020 às 05:00
Ana Laura Nahas

Colunista

Ana Laura Nahas

Palavras mais procuradas na internet em tempo de pandemia
Palavras mais procuradas na internet em tempo de pandemia Crédito: Divulgação
É um exercício interessante olhar para as palavras mais buscadas na internet nestes tempos de isolamento social. Se, como era de se esperar, a procura por expressões ligadas ao coronavírus disparou, também cresceram consultas curiosas que dizem um pouco a respeito de como estamos atravessando os tempestuosos dias de pandemia.
São palavras e expressões que não têm relação direta com “Covid-19”, “quarentena”, “coronavírus”, “sintomas coronavírus”, “álcool em gel” ou “posso pegar coronavírus duas vezes”. Mas, pelas bordas, explicam um bocado sobre como temos nos relacionado com as consequências, as mudanças, as perdas e as privações impostas pela doença.
A combinação “como fazer pão”, por exemplo, integra a lista das mais procuradas do período. Movidos quem sabe pelo bem-estar incomparável trazido pelo cheirinho de pão quente ou vai ver pelo desejo de transformação nascido do isolamento social, passamos a testar receitas, fabricar o próprio fermento, sovar, esperar crescer e assar pão em casa.
Assim, não deixa de ser simbólico que uma atividade que remete à concentração, autocontrole, simplicidade, afeto e paciência, ganhe tantos adeptos durante o caos.
Do mesmo modo, chama atenção que, no último mês, o número de visualizações de vídeos de meditação no YouTube tenha apresentado uma alta de 35% quando comparado ao mesmo período de 2019.
A palavra "empatia", sobre a qual falávamos na semana passada, também ampliou sua presença nas ferramentas de busca e tendências da internet. A procura no Google - 140% maiores do que no mês passado - reforçam o que temos visto na publicidade, na profusão de lives, nas postagens, diários de bordo, happy hours virtuais e projeções para o futuro. A ideia de empatia está mesmo por todo lado durante a quarentena do coronavírus.
(Espero que estejamos mesmo preparados para nos colocar no lugar do outro).
Enquanto eu escrevia este texto, a procura por “covas abertas no cemitério” tiveram um boom repentino. No mesmo dia, o campeão de buscas era “whindersson separou”, reafirmando o que corre à boca miúda: que, nestes tempos de isolamento, não está fácil pra ninguém.

Ana Laura Nahas

É jornalista e escritora, com passagens pelos jornais A Gazeta e Folha de São Paulo e pelas revistas Bravo! e Vida Simples. Autora dos livros Todo Sentimento e Quase um Segundo, escreve aos domingos sobre assuntos ligados à diversidade, comunicação e cultura

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