Foi agendado para o mês de agosto o júri popular do empresário Vilson Luiz Ballan. Ele é proprietário de um bar na Rua da Lama e acusado de assassinar um jovem de 25 anos em março do ano passado, crime que foi registrado por câmera de videomonitoramento (veja abaixo).
A vítima, Breno Rezende de Carvalho, foi morta com uma facada após discussão pelo pagamento de uma cerveja, no valor de R$ 16, que havia comprado no bar do empresário e já havia quitado. Em interrogatório à Justiça do Espírito Santo, o empresário confessou o crime.
O júri popular será realizado a partir das 9 horas do dia 27 de agosto, no Fórum Criminal de Vitória. Um total de 11 pessoas foram convocadas pelo Ministério Público do Espírito Santo (MPES) e pela defesa do réu para prestar seus depoimentos como testemunhas.
Ballan permanece preso de forma preventiva. Ele se encontra no Centro de Detenção Provisória de Viana 2 (CDPV2).
O crime
Vilson era dono do bar Sofá da Hebe, um dos mais movimentados da Rua Lama. Na noite do crime, Breno estava no estabelecimento com amigos, onde comprou duas cervejas, pegou uma e deixou outra paga. Após retirar a segunda garrafa de bebida é que a confusão começou.
Na denúncia, o MP destacou que o empresário intimidou a vítima antes de cometer do ataque. Em tom alterado, ele exigiu o pagamento de R$ 16 e ameaçou Breno: “Vocês têm 5 minutos pra resolver isso aí”, teria dito o empresário à vítima e a seus amigos. Um garçom chegou a confirmar a Vilson que a cerveja já estava quitada, mas o dono do bar discutiu com o atendente e permaneceu encarando o grupo de amigos.
Eles, então, saíram do Sofá da Hebe e foram para o bar vizinho, onde o crime aconteceu. O MP sustenta que Breno foi surpreendido pela ação repentina de Vilson enquanto estava em um momento de descontração.
“O crime foi executado mediante recurso que dificultou a defesa da vítima, uma vez que Vilson se aproximou da vítima que estava em um contexto de descontração com os amigos e, de forma repentina, retirou uma faca da cintura e desferiu o golpe em Breno, o que reduziu drasticamente suas chances de defesa e resistência”, é dito na denúncia.
Na ocasião, Breno ainda tentou se defender com um soco, mas em razão da gravidade dos ferimentos, morreu no local.
O jovem, que morava em Goiabeiras com a avó e dois irmãos, vivia um momento de realização pessoal e profissional, segundo familiares. Com formação em Tecnologia da Informação (TI), Breno havia montado sua empresa e estava na expectativa de dar início ao primeiro contrato de prestação de serviço firmado por seu empreendimento.
O que diz a defesa
Os advogados de defesa de Vilson não foram localizados, mas o espaço segue aberto à manifestação.
No processo há informações sobre o interrogatório do empresário, onde ele confirma a prática do crime e que agiu sozinho.
É informado que ele alegou “não se recordar dos detalhes do crime devido ao uso de álcool e à mistura de remédios, que ele fazia há mais de três anos”.
E que expressou arrependimento, pedindo perdão à família de Breno e à sua própria família, atribuindo a tragédia à sua condição de intoxicação.