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Crítica

"Uma Linda Vida", da Netflix, é adorável como uma canção pop

Filme da Netflix mostra a ascensão e a superação de um músico pop. Longa é estrelado por Christopher, músico de sucesso na Europa, que também compõe todas as músicas

Publicado em 02 de Junho de 2023 às 19:24

Públicado em 

02 jun 2023 às 19:24
Rafael Braz

Colunista

Rafael Braz

Filme dinamarquês
"Uma Linda Vida" conta a ascensão de um músico pop Crédito: Martin Dam Kristensen/Netflix
Antes de devidamente começar este texto, tenho que confessar ter uma grande queda por dramas musicais. O encantamento vai de blockbusters como “Nasce uma Estrela”, passando pelo ótimo “Mesmo se Nada Mais Der Certo” (disponível na Amazon Prime Video), até chegar ao reconhecidamente ruim remake na novelinha mexicana “Rebeldes” – obras sobre o fazer musical me conquistam por motivos óbvios.
Lançado pela Netflix, o filme dinamarquês “Uma Linda Vida” é mais um desses casos, o que não significa que ele necessariamente seja bom. Dirigido por Mehdi Avaz (“Toscana”) a partir de roteiro de Stefan Jaworski, o filme conta a história da ascensão de Elliott (Christopher), um pescador que tem a música como hobby. Ele recebe a grande chance de sua vida na forma de um convite da influente Suzanne Taylor (Christine Albeck Børge), viúva de uma lenda do rock dinamarquês, mas terá que superar seus próprios medos para chegar a algum lugar.
Elliott logo começa a trabalhar do lado de Lilly (Inga Ibstodder Lilleaas), filha de Suzanne e uma produtora musical de talento. “Uma Linda Vida” segue a fórmula das comédias românticas, mesmo não o sendo, e introduz a relação dos dois por meio de um conflito: Eliott é teimoso e parece ter medo de vencer. Por isso, cabe a Lilly fazer com que o músico que solte e mostre seu verdadeiro talento, o que não demora a acontecer.
“Uma Linda Vida” é um filme curto, com pouco mais de 90 minutos de duração, e não gasta tempo com o que julga desnecessário. Elliott logo vira um sucesso imediato nas redes sociais, engrena um romance com Lilly e se prepara para a gravação do primeiro disco enquanto toca pela Europa.
Filme dinamarquês
"Uma Linda Vida" conta a ascensão de um músico pop Crédito: Martin Dam Kristensen/Netflix
Tudo acontece muito rápido, sem que o espectador tenha tempo de se afeiçoar a Elliott, entender suas dores e os questionamentos que o levam a tanta insegurança – apenas um diálogo com Lilly no barco explica um pouco essa questão. Assim, quando o sucesso parece subir à cabeça do músico, não simpatizamos com ele, apenas o achamos um grande babaca pela forma como trata as pessoas a seu redor.
Os conflitos que dão início ao terceiro ato são exagerados, pois é difícil entender o comportamento de Elliott quando Oliver (Sebastian Jessen) ressurge em sua vida após o início do filme. Pior ainda é o desenvolvimento desse conflito, que tem seu ápice em algo grandioso, mas acaba ali, sem resolução.
O grande mérito de “Uma Linda Vida” é justamente seu lado musical. Christopher é um músico pop de muito sucesso na Europa e compõe todas as músicas do filme, o que talvez pareça um detalhe, mas se transforma em algo que dá credibilidade ao texto - a trilha está disponível em plataformas de streaming. Nós, como espectadores, realmente acreditamos que aquele sujeito é capaz de cantar daquela forma – em uma grossa comparação, as músicas são uma mistura de Maroon 5 com Coldplay, e ajuda muito o fato de o protagonista remeter esteticamente a Chris Martin.
Filme dinamarquês
"Uma Linda Vida" conta a ascensão de um músico pop Crédito: Martin Dam Kristensen/Netflix
Mesmo sem ser incrível e com alguns problemas de estrutura narrativa, o filme é adorável. As músicas são boas, grudam na cabeça, e o clímax é sensível, delicado, mesmo que de uma forma bem clichê. A vontade, ao fim, é de continuar acompanhando as jornadas de Elliott, tanto sua carreira musical quanto sua intimidade a partir do fim do filme. Como uma boa canção pop, “Uma Linda Vida” permanece por um tempo com o espectador e talvez desapareça algum tempo depois, mas com a certeza de ter sido uma experiência agradável.
Filme dinamarquês
"Uma Linda Vida" conta a ascensão de um músico pop Crédito: Martin Dam Kristensen/Netflix

Rafael Braz

Crítico de séries e cinema, Rafael Braz é jornalista de A Gazeta desde 2008. Além disso, é colunista de cultura, comentarista da Rádio CBN Vitória e comanda semanalmente o quadro Em Cartaz

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