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É o bicho

Diário de Chloé: aumenta o número de adoções de pets na quarentena

A gatinha da colunista Rachel Martins  fala sobre esse aumento, alerta sobre a responsabilidade de adotar um animal e conta a história de um casal que ganhou um filho de quatro patas

Publicado em 25 de Abril de 2020 às 08:00

Públicado em 

25 abr 2020 às 08:00

Colunista

Paula Sarmenghi Rodrigues Martinelli e cachorrinho Bardo.
Paula Sarmenghi Rodrigues Martinelli e cachorrinho Bardo: abraços permitidos duranta o isolament Crédito: Reprodução Instagram
Meu querido diário... Neste momento delicado que estamos vivendo por conta da Covid-19 tenho uma notícia muito boa para dar:  o número de adoções de animais de estimação neste período tem aumentado. Minhas mamis conversaram com vários protetores de animais e ONGs  e eles contaram que aumentou demais a procura. Só no projeto Pra Mia, que resgata animais das ruas e coloca pra adoção, aumentou 70% a procura. Um número altíssimo! Não é o  máximo!? Além disso, as pessoas também estão se disponibilizando a dar mais lar temporário a animais abandonados. Sinal de que a solidariedade também chegou ao universo pet em tempos de coronavírus. E isso é muito bom.
Mas é preciso fazer um alerta: adotar um animal é algo que exige muita responsabilidade. Doação de tempo, carinho e um gasto financeiro. Portanto,  a pessoa que quer uma companhia durante a quarentena precisa fazer uma reflexão antes de mais nada: estou me sentindo sozinho e quero uma companhia ou quero,  de verdade, um amigo que também possa estar comigo quando tudo isso passar? Isso é importante, porque, se Deus quiser, tudo isso vai mesmo passar e não queremos ter mais animais abandonados nas ruas, não é mesmo?
Paula Sarmenghi Rodrigues Martinelli e o marido Fernando e o cachorrinho Bardo.
Paula Sarmenghi Rodrigues Martinelli e o marido Fernando e o cachorrinho Bardo. Crédito: Reprodução Instagram
A Engenheira Eletricista, empreendedora no ramo de energia solar e soluções para cidades inteligentes, Paula Sarmenghi Rodrigues Martinelli, resolveu adotar, ao lado de seu marido, Fernando, um cachorro. “Na verdade, a gente já estava ensaiando fazer isso, e quando começamos a ter que trabalhar em home office, percebemos que essa era a hora certa de buscar nosso ‘filho de quatro patas’, porque, assim, teríamos mais tempo para estabelecer rotinas para o nosso mascote, que, agora, se chama Bardo”.
Segundo Paula, foi, sem dúvida, o melhor momento para trazê-lo para dentro da família. “Para ser bem sincera, só faz 12 dias que ele está com a gente, mas é como se estivesse a vida toda. Eu e meu marido estávamos tendo crises de ansiedade por conta da empresa e do momento que estamos vivendo, mas com Bardo não tem como ficar triste. Ele é o melhor remédio. Nós estamos sendo solidários adotando um pet, sem dúvida, mas isso é muito pouco diante do que ele está fazendo por nós”.
E as mudanças estão sendo bem positivas. “Só para ter uma idéia, eu e meu marido sempre acordamos cedo, mas na quarentena sentimos dificuldade de seguir esse ritmo fazendo home office. Mas com Bardo tudo voltou ao normal, e melhor ainda, porque todos os dias ele nos acorda às 5h40, e agora a gente levanta de bom humor, afinal é bem mais divertido acordar com um filhotinho cheio de energia querendo brincar, do que por um despertador”, conta.
E Bardo foi amor à primeira vista. “Recebi várias fotos de pets que estavam sob os cuidados do Projeto Pra Mia, e quando o vi, falei para o meu marido: ‘Meu bem, olha só que lindo’. Tinha outro, meio de raça, mas era o nosso tigradinho que estava reservado no nosso coração, foi um encontro de almas. E acho que ele demoraria mais para ser adotado do que o outro, que espero já tenha arrumado uma família também”.
Paula conta que quando eles chegaram ao local para buscá-lo, ela nem se reconheceu, de tanto que chorava. “Ele estava cheiroso, de gravatinha, e logo pulou no colo do meu marido. Foi emocionante! Nosso filhotinho se chama Bardo, que é o personagem principal de um livro que eu amo, ‘O nome do vento’. Esse personagem leva conhecimento para as pessoas da Idade Média. E também foi por conta de uma cidade italiana onde o Fernando morou por alguns anos, Bardonecchia, Então, tudo calhou”.
Segundo Paula, se tem um presente que a vida deu a ela e ao marido nessa quarentena, foi o Bardo. “É incrível, quando você busca um animal em um abrigo, que provavelmente já passou por muitas dificuldades, parece que eles sentem que foram adotados e querem retribuir isso de alguma maneira. Bardo participa de tudo, a gente se sente amado o tempo todo. E nesse momento pelo qual estamos passando, nos sentindo impotentes, ele nos mostra como somos importantes, parte de alguma coisa maior, que certamente virá, depois que tudo passar”.

#meupetemhomeoffice: tire a foto do seu pet durante a quarentena, coloque no insta e marque nossa hashtag. Ela será publicada aqui. Veja alguns dos cliques que já recebemos:

@pacocaapug
@pacocaapug
“Dica para a quarentena, leia!” Crédito: Reprodução Instagram / @pacocaapug
@turmin5
@turmin5
“E já que estamos na onda das lives… Que tal curtir o show dessa doguinha aí cheia de estilo, heim?!”. Crédito: Reprodução Instagram / @turmin5
@gatinhostommel
“Alguém precisa de cadeira para trabalhar?” Crédito: Reprodução Instagram / @gatinhostommel

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