Parecia uma festa no céu que comemorava um episódio: a inauguração, pela segunda vez, da biblioteca Luiz Buaiz, que praticou a vida inteira o amor ao paciente e aos seus colegas.
O baile de gala da atual equipe da Associação Médica do Espírito Santo (Ames) comemorava 100 anos da instituição. A biblioteca, que recebeu o nome de Luiz Buaiz, estava reformada, se bem que ainda não tinha livros.
Honrado com o convite para o baile de gala e atraído pela ideia, remeto minha lembrança aos anos anteriores, muitos anos, quando fui o editor-chefe do jornal e em seguida da Revista Ames.
Abro, em casa, o livro “Histórias e Memórias”, publicado em 2012, quando encerramos a edição das revistas no tempo em que Hélio Barroso era presidente da Associação.
Acho que nessas mal traçadas linhas devo contar uma história antiga em que a sede era instalada no mesmo lugar da atual, mas em um bangalô. No salão da casa, as fotos de todos os presidentes na parede, a partir do fundador.
Em agradecimento ao convite, resolvo agora escrever um pedacinho do que publiquei na época no livro. O editorialista, doutor João Luiz Carneiro, foi o responsável pela amarga e cuidadosa tarefa de escrever a Opinião da nossa entidade.
Então.
Baseado no texto do livro histórico, já citado, reproduzo o que foi publicado exatamente na página 132. Digo na introdução que a Revista Ames é um encontro entre médicos de todas as gerações. Quando o Conselho Editorial elabora uma pauta, corações e mentes apontam na direção de um ideal que busca manter o reconhecimento da profissão, o que em parte foi esquecido por poderes de aviltantes políticas públicas.
Foram alguns anos de reuniões semanais do Conselho Editorial, para discutir a pauta do número posterior. Nem todos os membros pensavam a mesma coisa como capa, mas na mesma direção. Particularmente, preferia os textos de Carneiro, competência pura e muita inteligência, como editorial. Com eleições periódicas, a Ames seguia a mesma linha, a defesa do paciente.
Então.
Também frequentávamos o Clube de Campo, em Marechal Floriano, com diretor e casas de campo estilo montanhês. Anos dourados, certamente.
Nesta edição, do livro de 2012, reproduzimos o projeto número 38 de 63, considerando a instituição de utilidade pública, de autoria do então deputado Adalberto Simão Nader.
Houve um tempo em que éramos também cineastas. Sábado à tarde, projetávamos filmes da melhor qualidade para os associados e convidados amantes da sétima arte, além da turma de apoio como Cileide,Terezinha Calhau, e grande elenco. Saudades e agradecimento.
Então.
No “Histórias e Memórias” tem de um tudo sobre a história da instituição, sem desmerecer o lançamento da semana passada, sobre os, por assim dizer, 100 anos.
Cito aqui, então, quem foram os históricos doutores presidentes da Ames, que decerto, um dia, voltarão a ser quadro de honra na parede da sala de debates sobre medicina:
Archimino Mattos, Wilson Champoudry, Jair Andrade, João Carlos, José Moysés, Pedro Gualandi, João Luiz Carneiro, Dório Silva, Sérgio Ottoni, Celso Murad, Luiz Alberto Tavares, Abrantes Silva, Paulo Peçanha, Rafael Mussiello, Gerson Marino, Severino Dantas, Hélio Barroso, Antonio Carlos Resende.
Dorian Gray, meu cão vira-lata, tem faro para a verdadeira medicina.