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Economia

A desastrosa política externa brasileira também prejudica o ES

Nos desalinhamentos da relação e interação brasileira com o restante do mundo, consequências e impactos indesejáveis acabam não somente prejudicando o crescimento e desenvolvimento do país como dos Estados

Públicado em 

10 out 2020 às 05:00
Orlando Caliman

Colunista

Orlando Caliman

Porto de Vitória
Atividade portuária do ES: comércio exterior capixaba pode ser impactado pela política externa brasileira Crédito: Receita Federal
Tenho mencionado reiteradas vezes aqui nesta coluna que a política externa brasileira, ou a sua negação ou inexistência, em vigência no momento, tende a intensificar o processo de isolamento do país. Infelizmente, devemos entender essa situação como um fenômeno que não está limitado apenas ao campo comercial, mas se estende também ao seu próprio posicionamento na geopolítica e poder mundial. Naturalmente, isso traz reflexos ao encolhimento de sua capacidade de operar globalmente e também em seu poder como protagonista.
O problema é que nesses desalinhamentos de sua relação e interação com o restante do mundo, consequências e impactos indesejáveis acabam não somente prejudicando o crescimento e desenvolvimento do país, mas também, inevitavelmente e de forma diferenciada, os entes que compõem a federação. E, nesse aspecto, o Espírito Santo se mostra como um caso marcadamente particular, especialmente pela sua forte inserção no mercado internacional.
O nosso Espírito Santo, por exemplo, teria muito a ganhar com um bom acordo de livre comércio entre Mercosul e União Europeia. Como também com o já prometido acordo – promessa de Trump - entre Estados Unidos e Brasil. É importante lembrar que os EUA são os maiores parceiros comerciais do Espírito Santo, seguidos pela China e União Europeia.
O que acontece é que esses potenciais acordos parecem “fazer água” no momento. Do lado da União Europeia, pelo negacionismo ambiental brasileiro que tem levado a maioria dos países a não ratificar os condicionantes e cláusulas centrais do acordo previamente acertado. Do lado americano, apesar do emparelhamento ideológico negacionista com o Brasil, o foco das atenções estão voltados para o enfrentamento comercial e de posicionamento hegemônico com a China, que aliás é hoje o maior parceiro comercial do país.
O que observamos é que mesmo estando com a “casa” preparada para receber investimentos internos e externos, seja em infraestrutura, mas principalmente em novos negócios, ampliando assim a sua fatia de inserção quantitativa e qualitativa no mercado internacional, o Espírito Santo se vê tolhido no desenvolvimento de seus potenciais e no aproveitamento de oportunidades.

Orlando Caliman

É economista. Analisa, aos sábados, o ambiente econômico do Estado e do país, apontando os desafios que precisam ser superados para o desenvolvimento e os exemplos de inovação tecnológica

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