Sair
Assine
Entrar

Entre para receber conteúdo exclusivo.
ou
Crie sua conta A Gazeta
Recuperar senha

Preencha o campo abaixo com seu email.

Livre Acesso

Saiba como praticar a sororidade

Se esta é a primeira vez que a palavra sororidade entra em contato com você, faço um convite: vamos juntxs saber mais sobre por que ela é tão importante?

Publicado em 03 de Março de 2020 às 18:52

Públicado em 

03 mar 2020 às 18:52
Mariana Reis

Colunista

Mariana Reis

Para Mariana, sororidade pode ser sinônimo de solidariedade entre mulheres Crédito: unsplash
Sororidade é uma palavra capaz de promover grandes transformações com as pessoas com as quais nos relacionamos. Ela também muda nossa forma de ver as coisas. Como é uma palavra nova, novinha, que nem no dicionário ainda mora, vou correr o risco de afirmar que sororidade pode ser o contrário de rivalidade. Ou sinônimo de solidariedade. Mas é mais que tudo isso. Por trás de cada letra da palavra sororidade existe um chamado para repensarmos nossas atitudes em relação a todas as mulheres. Um chamado para nunca mais julgar porque a roupa é diferente daquilo que gostamos ou achamos adequado. Um chamado para tirar palavras como vadia, vagabunda e piranha do nosso vocabulário. Um chamado para deixar de olhar outras mulheres como rivais, e pensar nelas como irmãs.
Sororidade é a vacina contra o ódio às outras mulheres
Sororidade, então, é a união das mulheres em várias dimensões. É o companheirismo. Vem de sóror, que em latim significa irmã, parente de sangue, companheira. É um neologismo capaz de expressar a aliança entre as pessoas do gênero feminino. Uma palavra capaz de desmontar as crenças que foram construídas por alguns séculos, e que nos fez acreditar que outras mulheres são nossas rivais. A força da palavra é tanta que a cantora Valesca Popozuda refez a letra de sua música Beijinho no Ombro. Trocou versos como "Late mais alto que daqui eu não te escuto" por "Voa mais alto, agora as minas tão com tudo".
Mas vale ressaltar que não significa que temos que nos amar apenas pelo simples fato de sermos mulheres. E sim a não nos odiar pelo simples fato de sermos mulheres. Opiniões podem ser diferentes, respeito é bom e necessário, só não podem enfraquecer a aliança de gêneros.
E quando o assunto é mulher e deficiência? 
As mulheres com deficiência no Brasil representam 26,5% da população. Ou seja: 25.800.681! Tá, 26 milhões. E que frequentemente somos vistas em nossa condição de deficiência, quase sempre dissociadas da nossa condição de mulher. É como se a deficiência se sobrepusesse ao gênero, como se o “ser mulher” entrasse como pormenor no nosso “corpo diferente”. Praticar a sororidade com as mulheres com deficiência é um pedido que faço para todos que me leem.
Sugestão para o dia 8 de março
Trouxe para a coluna esta palavra para que a gente possa usá-la todos os dias. No dia 8 de março, data que devemos reforçar a luta pela igualdade dos direitos das mulheres, pelo respeito a todas nós, podemos também aproveitar para rever nossas atitudes, renovar nosso vocabulário e apoiar as outras mulheres. Porque cada uma de nós vive uma luta particular todos os dias.

Mariana Reis

Mariana Reis é mestranda em Sociologia Política, Administradora , TEDex, Colunista e Personal Trainer

Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rapido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

Vasco vence na Libertadores de futebol de areia
Com capixaba brilhando, Vasco goleia e avança para quartas da Libertadores de beach soccer
Festival de Forró de Itaúnas terá atração internacional e concurso musical com prêmio de R$ 8 mil
Festival Nacional de Forró de Itaúnas terá atração internacional e concurso com prêmio de R$ 8 mil
Democrata GV x Vitória-ES, pela Série D do Brasileirão 2026
Vitória perde novamente e encerra primeiro turno fora do G-4 na Série D

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados