Sair
Assine
Entrar

Entre para receber conteúdo exclusivo.
ou
Crie sua conta A Gazeta
Recuperar senha

Preencha o campo abaixo com seu email.

Eleições 2022

Rose de Freitas vai trazer Simone Tebet ao ES

Tebet é pré-candidata à Presidência da República. Senadora do ES também falou sobre a PEC Kamikaze e a CPI do MEC. Uma ela aprovou, a outra, não

Publicado em 08 de Julho de 2022 às 13:41

Públicado em 

08 jul 2022 às 13:41
Letícia Gonçalves

Colunista

Letícia Gonçalves

Senadoras Simone Tebet e Rose de Freitas
Senadoras Simone Tebet e Rose de Freitas Crédito: Edilson Rodrigues/Agência Senado
A senadora Rose de Freitas (MDB), que se licenciou do mandato para se dedicar à busca pela reeleição, pretende trazer outra pré-candidata ao Espírito Santo, a também senadora Simone Tebet (MDB-MS). Tebet é postulante à Presidência da República.
"Estou trazendo a Simone para o estado. Semana que vem vamos ter a visita dela, do (deputado federal emedebista por São Paulo) Baleia Rossi e outros. É uma visita de pré-campanha", afirmou Rose à coluna.
A pré-candidata ao Palácio do Planalto acaba sendo alvo de integrantes do próprio MDB, o que sinaliza que ela pode não aparecer nas urnas, afinal.
Rose rebate, diz que Tebet não é simplesmente vítima de fogo amigo e que outras questões têm que ser levadas em consideração, como o fato de emedebistas do Nordeste serem historicamente mais próximos do ex-presidente Lula (PT), que lidera a corrida.
"Você vê o (senador) Renan tomando uma posição diferenciada, agora mais amena. É porque ele foi ministro do Lula, lá no estado dele (Alagoas) teve muita política apoiada por ele. O Nordeste tem também o Ciro (Gomes)...", pontuou à coluna.
"Simone é uma mulher que tem uma vida política bacana, experiência e está à disposição. Vamos ouvi-la", complementou a senadora.
"Nenhum candidato está analisando porque o Brasil chegou onde chegou. As paixões políticas ... Por que a luz está tão cara? Todos os candidatos têm que dizer onde erraram e o que pretendem consertar", avaliou Rose de Freitas.
PEC KAMIKAZE
Rose, como os demais 70 senadores presentes à sessão, votou a favor da chamada PEC Kamikaze, entre outros apelidos, que institui um estado de emergência no país, permitindo que o presidente Jair Bolsonaro (PL) conceda benesses outrora proibidas em período eleitoral. Somente José Serra (PSDB-SP) foi contra.
"Não pode deixar a população em desalento como ela está", justificou Rose.
Os benefícios a serem concedidos pelo governo, no entanto, terminam em 31 de dezembro, pouco depois das eleições. Além de Bolsonaro, um terço do Senado também está ansioso por votos.
"Só estamos correndo atrás para evitar que essa tragédia se perpetue. É uma política emergencial. Onde estão os pilares da política permanente? Onde estão os investimentos para gerar mais emprego? Votei 'sim', mas sempre questionando", emendou.
A senadora faz críticas ao governo Bolsonaro, principalmente em relação aos cortes feitos na área da Educação. "R$ 619 milhões cortados da Educação? Não é possível. Cortar da Educação. que é a base para fazer o Brasil se desenvolver?", questionou Rose, mais uma vez.
CPI DO MEC
A parlamentar, no entanto, não endossou a CPI do MEC, que tem o objetivo de investigar denúncias de corrupção justamente na área da Educação. O senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) chegou a dizer que Rose havia assinado o requerimento de criação da comissão, mas ela negou veementemente que tenha endossado a criação do colegiado.
"Não teve assinatura. Eu assinei a CPI da Covid e não retirei a assinatura. Ele (Randolfe) publicou uma lista falsa de quem tinha assinado. Não assinei, nem procurada eu tinha sido. A Mesa mostrou que não teve a minha assinatura, não se pode mentir", reforçou.
Por fim, Randolfe conseguiu obter assinaturas em número suficiente para criar a CPI, mesmo sem o apoio de Rose.
O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), no entanto, diz que um acordo entre líderes partidários vai garantir que a comissão somente comece a trabalhar após as eleições, poupando Bolsonaro de um novo desgaste.
Aí Rose diz ser contra. "Meu voto na consulta que ele (Pacheco) fez foi a favor de instalar tudo agora (todas as CPIs). Não tem necessidade de parar o Congresso", afirmou.

Letícia Gonçalves

Graduada em Jornalismo pela Universidade Federal do Espirito Santo, ingressou na Rede Gazeta em 2006, como estagiaria no Gazeta Online/ CBN Vitoria. Em 2008, passou a atuar como reporter da radio. Em 2012, migrou para a editoria de Politica de A Gazeta, tambem como reporter. Exerceu a funcao de editora-adjunta de 2020 ate 2021, quando assumiu a coluna Leticia Goncalves.

Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rapido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

Imagem de destaque
Mulher se refugia em hospital para escapar de agressões e marido é preso no ES
Imagem de destaque
4 petiscos práticos e deliciosos para o feriado
Imagem de destaque
'Minha avó mutilou minha filha às escondidas com apenas 6 meses': o ciclo da mutilação genital que mulheres colombianas lutam para encerrar

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados