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Eleições 2022

Rose de Freitas aposta em prefeitos e mulheres na corrida pelo Senado

Veja por que alguns ficaram de fora da lista de apoios. Senadora anunciou as suplentes nesta segunda-feira (15)

Publicado em 16 de Agosto de 2022 às 02:10

Públicado em 

16 ago 2022 às 02:10
Letícia Gonçalves

Colunista

Letícia Gonçalves

A ex-prefeita de Viana Solange Lube, a senadora Rose de Freitas e a ex-prefeita de Guaçuí Vera Costa
A ex-prefeita de Viana Solange Lube, a senadora Rose de Freitas e a ex-prefeita de Guaçuí Vera Costa Crédito: Letícia Gonçalves
A senadora Rose de Freitas (MDB) aposta em uma chapa formada por mulheres e no apoio de prefeitos do estado na corrida pela reeleição.
Na entrevista coletiva em que a emedebista anunciou as suplentes na chapa, nesta segunda-feira (15), foi distribuído um panfleto com declarações de apoio de 64 chefes de Executivos municipais.
O governador Renato Casagrande (PSB) também aparece na publicação.
A coligação de Rose conta, além do MDB, com PSB, PSDB, Cidadania, PT, PCdoB, PV, PT, Podemos, Pros e PDT.
É a maior aliança entre os postulantes ao Senado. Algumas defecções, no entanto, estão a caminho, e ao menos uma foi confirmada.
O deputado estadual Marcelo Santos (Podemos), por exemplo, já declarou apoio a Erick Musso (Republicanos) e o deputado federal Da Vitória (PP) apareceu recentemente em foto com Erick e o prefeito de Vitória, Lorenzo Pazolini (Republicanos).
Entre os prefeitos que defendem a permanência de Rose no Senado não estão o de Vila Velha, Arnaldinho Borgo, e o de Viana, Wanderson Bueno, ambos do Podemos.
A escolha de Solange Lube, ex-prefeita de Viana, como primeira suplente da emedebista afasta ainda mais os integrantes do Podemos. O presidente estadual do partido é o também ex-prefeito de Viana Gilson Daniel.
Gilson disputou contra Solange em 2012. Foi eleito. A ex-prefeita também foi deputada estadual e diretora do Instituto de Desenvolvimento Urbano e Habitação do Estado (Idurb). Desde 2016, está afastada da vida pública.
Ela disse à coluna que, nesse período, dedicou-se à atividade empresarial e não fez oposição ao grupo de Gilson Daniel.
O Podemos chegou a ensaiar lançar um nome para concorrer com Rose, o ex-secretário estadual de Segurança Pública Alexandre Ramalho, mas depois recuou.
Arnaldinho, apesar da coligação do partido com a emedebista, diz que ainda não decidiu quem vai apoiar para o Senado e se vai apoiar alguém.
Ramalho está na mesma situação.
No PP, o deputado federal Evair de Melo, um dos vice-líderes do governo Bolsonaro, não apoia nem Casagrande, do qual a legenda é aliada de primeira hora. E tampouco declarou apoio a Rose.
Evair está no palanque do ex-prefeito de Linhares Guerino Zanon (PSD).
Rose, entretanto, passou anos sendo conhecida como deputada municipalista e agora se apresenta como a senadora que destrava verbas federais para investimentos e aquisição de máquinas para prefeituras.
É nessa toada que ela segue, ainda que nem todos os prefeitos estejam ao lado dela – mas a maioria esmagadora, 82%, está.
Cada prefeito pode funcionar como um cabo eleitoral, principalmente em cidades do interior. Na Grande Vitória, ela conta com a chancela dos prefeitos de Cariacica, Euclério Sampaio (União Brasil), e da Serra, Sérgio Vidigal (PDT).
Questionada sobre o entrevero com o Podemos, a senadora respondeu: "Não me coloca em desassossego".
"Ficaria feliz com a declaração de apoio de Gilson Daniel porque nunca faltei ao município de Viana. O prefeito que está lá (Wanderson Bueno, aliado de Gilson) é um excelente administrador. Vou procurá-lo para dialogar", afirmou, ainda, a emedebista.
Ela deu como certa a eleição de Gilson Daniel, que é candidato a deputado federal.
Quanto ao prefeito de Vila Velha, a senadora também vai buscar uma aliança: "Tenho certeza que Arnaldinho vai refletir porque recebo do povo de Vila Velha muito apoio. Vamos atrás do Arnaldinho também".
Apoio institucional a senadora tem. "É a primeira vez que eu tenho apoio de uma pessoa importante do estado (Renato Casagrande). Quando eu disputei (o Senado, em 2014), o Renato apoiou Neucimar e o Paulo (Hartung) apoiou o Coser", exemplificou.
A emedebista exerceu seis mandatos de deputada federal e está na reta final de oito anos no Senado. Diz que decidiu tentar a reeleição por temer "o que pode acontecer com o Senado".
Ela não cita nomes sempre que fala em "retrocesso", mas o principal adversário da senadora no pleito é o ex-senador Magno Malta (PL), que passou 16 anos na Casa.
O fato de os dois serem veteranos os tornam mais conhecidos dos eleitores, mas é uma faca de dois gumes.
No pleito passado, Magno foi derrotado justamente porque o eleitor, na reta final, escolheu "a renovação" e alçou Fabiano Contarato (então filiado à Rede) e Marcos do Val (na época no Cidadania) ao Senado.
A ESCOLHA DAS SUPLENTES
O atual suplente de Rose é o empresário Luiz Pastore (MDB), que está no exercício do mandato enquanto a emedebista tirou licença para se dedicar à campanha eleitoral.
Pastore é o primeiro suplente na chapa de Flávia Arruda (PL), candidata ao Senado pelo Distrito Federal.
Como novo primeiro suplente, Rose escolheu, inicialmente, o também empresário Léo de Castro (PSDB), ex-presidente da Federação das Indústrias do Espírito Santo (Findes).
Nesta segunda. ela contou à coluna que Castro preferiu se dedicar à iniciativa privada.
Diversos nomes foram cotados para ocupar as vagas, como membros do PT e o ex-prefeito de Cariacica Juninho (Cidadania).
E reuniões e mais reuniões sucederam-se até que se chegasse aos nomes de Solange Lube e Vera Costa, como representantes da Grande Vitória e do interior do estado, respectivamente.

Letícia Gonçalves

Graduada em Jornalismo pela Universidade Federal do Espírito Santo, ingressou na Rede Gazeta em 2006, como estagiária no site Gazeta Online/CBN Vitória. Em 2008, passou a atuar como repórter da rádio. Em 2012, migrou para a editoria de Política de A Gazeta, tambem como repórter. Exerceu a função de editora-adjunta de 2020 ate 2021, quando assumiu a coluna Letícia Goncalves.

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