Na planície desde que deixou a
Prefeitura de Cariacica, em 1º de janeiro de 2021, Geraldo Luzia de Oliveira Júnior, o Juninho, segue no Cidadania e, quanto aos planos eleitorais, elenca duas opções: ser suplente da senadora
Rose de Freitas (MDB), que vai tentar a reeleição, ou candidato a vice-governador.
O ex-prefeito de Cariacica afirmou, no entanto, que o Senado ele não disputa.
"Nas conversas com Gandini (presidente estadual do Cidadania) e Vandinho eu deixei meu nome à disposição para suplência de Senado por conta da candidatura da senadora Rose de Freitas, a quem tenho muito apreço. Devo muito a ela da época que eu era prefeito", contou.
"Jamais poderia ser candidato a Senado. Posso ser candidato a vice, dependendo do nome (do candidato a governador). Ou a nada", complementou.
Juninho chegou a fazer alguns movimentos para deixar o Cidadania e ir para outro partido, mas permaneceu na legenda, segundo ele, porque decidiu não ser candidato a deputado federal.
"Estive com Roberto Freire (presidente nacional do Cidadania) na semana passada. A intenção do partido é que a gente dispute para federal por causa do limite (a cláusula de desempenho), mas eles entendem que minha decisão é uma questão familiar. Prefiro cuidar da minha família e não pensar em nada fora do Espírito Santo", explicou.
Assim, ele poderia disputar uma cadeira na Assembleia Legislativa, certo? Mas não. "Nunca tive intenção de ser candidato a deputado estadual devido a uma série de parceiros que a gente tem", respondeu o ex-prefeito.
Ex-jogador de futebol, por enquanto, ele faz doutorado em Educação Física e presta consultoria ao setor privado nas áreas de educação, saúde e prospecção imobiliária.
Juninho deixou a Prefeitura de Cariacica reprovado por 68% dos eleitores. Foi o que mostrou pesquisa divulgada em outubro de 2020.
Ele não apoiou publicamente nenhum dos concorrentes ao Executivo municipal.
Euclério Sampaio (União Brasil) foi o eleito naquele ano.
Sobre os planos para o futuro, Juninho diz que não conversou com Rose sobre a possibilidade de ser suplente dela:
"Ela tem total liberdade, é minha amiga. O caso dela comigo não é nem partidário. Vou estar com ela onde quer que o Cidadania e o PSDB estejam. Se a gente perde ela no Senado a gente perde referência para os municípios. Quem foi prefeito sabe o que é ficar sem a Rose no Senado".
Cada senador tem dois suplentes, cujos nomes também aparecem na urna eletrônica no dia da votação.
O suplente pode assumir o lugar do senador, ou senadora, caso haja uma licença ou mesmo a renúncia ao mandato, por exemplo. Enquanto não está no exercício do cargo, não dá expediente, nem recebe salário.
Em 2019, Rose se licenciou por quatro meses. O primeiro suplente dela, o empresário Luiz Pastore, assumiu nesse período.