O prefeito de Vitória, Lorenzo Pazolini (Republicanos), passou praticamente sem percalços pela prestação de contas em que respondeu a perguntas de vereadores nesta quarta-feira (12), na Câmara Municipal.
Em meio às quase cinco horas em que permaneceu no plenário, Pazolini afirmou que os servidores da prefeitura vão contar com reajuste salarial em 2023.
Questionado pela coluna ao sair da Casa, o prefeito disse que ainda não há definição sobre o percentual a ser concedido e nem o mês de aplicação do aumento.
“Isso ainda está em estudo, mas não vai demorar, vai ser em breve o anúncio” adiantou.
O prefeito foi incensado pelos vereadores da base aliada, com elogios e perguntas que levantavam a bola para o republicano cortar.
Como a maioria dos parlamentares é governista, as críticas partiram apenas dos três vereadores de oposição: Karla Coser (PT), Vinicius Simões (Cidadania) e André Moreira (PSOL).
Nas galerias da Câmara, uma claque apoiava o prefeito e exortava os secretários municipais presentes.
Até o procurador municipal, Tarek Moussalem, tão criticado pelo parecer que embasou o veto do prefeito, recebeu gritinhos de aprovação da plateia, após pedido do vereador Davi Esmael (PSD).
Outro integrante da gestão municipal que recentemente foi alvo da ira de alguns parlamentares, o secretário de Governo, Aridelmo Teixeira (Novo), teve lugar de destaque à mesa e não foi alvo de nenhum petardo.
Pazolini e aliados referiram-se às pessoas na galeria como “lideranças comunitárias”. O prefeito saiu do plenário ao som de um grito de guerra entoado pela “torcida”: “Desenrola, bate e vem com Pazolini”.