Garcia disputou o cargo de deputado estadual pelo MDB em 2018, sem sucesso. Mas já não tem filiação partidária.
Também foi secretário estadual de Segurança Pública no Espírito Santo, onde vive desde 2008, e participou da gestão de Paulo Hartung.
É procurador licenciado do estado de Pernambuco.
Ele afirmou à coluna que o convite de Lewandowski o surpreendeu e não se deu por questões políticas. "É pela atuação profissional, não política", afirmou.
"Quando ele era ministro (do Supremo Tribunal Federal), pessoas que trabalharam com ele participaram de situações em que fui demandado, como secretário na Secretaria de Segurança e na Sejus, e em palestras", contou.
Há cerca de duas semanas, ele falou por telefone com o futuro ministro da Justiça e, na sexta-feira (2), vai a Brasília encontrá-lo pessoalmente.
Questionado pela coluna sobre o possível alinhamento com o governo Lula, Garcia lembrou que não tem "questão ideológica": "Não sou chegado a radicalismos".
Mas fez questão de frisar:
A Senappen administra os cinco presídios federais, gerencia o fundo penitenciário nacional e fomenta a política pública de execução penal. Também abriga a Coordenação-Geral de Inteligência do Sistema Penitenciário Federal.
"A secretaria trabalha com estados e outros países no mapeamento de organizações criminosas", destacou Garcia.
Outro integrante do primeiro escalão de Casagrande, o secretário de Controle e Transparência, Edmar Camata, chegou a ser anunciado como futuro diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal (PRF), em dezembro de 2022.
O problema foram tuítes antigos do secretário. André Garcia, por sua vez, nem tem Twitter (que agora se chama X).
Quem vai substituir Garcia no comando da Sejus é o agente da Polícia Federal Rafael Pacheco. Desde janeiro de 2023, ele é subsecretário de Inteligência Prisional.
André Garcia contou à coluna que sugeriu o nome ao governador Renato Casagrande, que concordou com a indicação.