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Em Brasília

Evento do 8 de janeiro: as autoridades do ES que vão e as que não vão

Ato no Congresso vai marcar um ano da invasão das sedes dos Três Poderes. Governadores, presidentes de Assembleias Legislativas, prefeitos de capitais e presidentes de Tribunais estão entre os convidados

Publicado em 06 de Janeiro de 2024 às 12:04

Públicado em 

06 jan 2024 às 12:04
Letícia Gonçalves

Colunista

Letícia Gonçalves

Bolsonaristas invadem Congresso, STF e Palácio do Planalto
Bolsonaristas invadiram o Congresso, o STF e o Palácio do Planalto no dia 8 de janeiro de 2023. Eles pediam um golpe, contrariados com a derrota nas urnas Crédito: Marcelo Camargo/Agência Brasil
No dia 8 de janeiro de 2023, apoiadores do ex-presidente da República Jair Bolsonaro (PL), inconformados com o resultado das eleições de 2022, invadiram as sedes dos Três Poderes, em Brasília. Mas, após resistência das instituições, não houve golpe, como alguns pediam.
Para lembrar um ano da data, uma cerimônia vai ser realizada no Congresso Nacional na próxima segunda-feira (8). Cerca de 500 pessoas são esperadas. Estarão presentes os presidentes da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD), da Câmara, Arthur Lira (PP), e do Supremo Tribunal Federal, Luís Roberto Barroso. 
Autoridades estaduais foram convidadas.  O governador Renato Casagrande (PSB) vai lá.
Presidentes de Assembleias Legislativas, prefeitos de capitais e presidentes de Tribunais de Justiça também estão na lista.
No Espírito Santo, o presidente da Assembleia, Marcelo Santos (Podemos), não vai comparecer, conforme informou a Secretaria de Comunicação da Casa. 
O presidente do TJES, desembargador Samuel Meira Brasil Jr, afirmou à coluna que "infelizmente" não poderá ir ao evento, devido a compromissos previamente assumidos na administração da Justiça estadual. 
A assessoria do prefeito de Vitória, Lorenzo Pazolini (Republicanos), questionada ainda na sexta-feira (5) sobre o assunto, não respondeu, até a publicação deste texto, se ele vai ou não ao evento.
Todos os 27 governadores foram convidados. Deputados federais e senadores também são esperados. 
O X DA QUESTÃO
Chefes de Executivo estaduais que fazem oposição ao governo Lula (PT) ou são possíveis candidatos à Presidência da República em 2026 vão desfalcar o evento.
Como a Folha de S. Paulo mostrou, os governadores de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), Ratinho Jr. (PSD), do Paraná, Ronaldo Caiado (União Brasil) e Ibaneis Rocha (MDB), do Distrito Federal, deram diferentes "desculpas" para faltar à cerimônia.
É que o ato, com o mote "Democracia Inabalada", embora, como o nome sugere, tenha o condão de defender a democracia, foi convocado pelo governo do PT. 
O objetivo é pregar união e pacificação, mas nem todos compraram a ideia.
Inicialmente, no dia seguinte à invasão, 23 governadores estiveram pessoalmente em Brasília e outros quatro enviaram o vice ou representantes, para repudiar a tentativa de golpe. 
Com o passar do tempo e a exploração política do episódio, isso já não é possível. 
Lula mesmo não ajuda. O presidente da República afirmou, em entrevista ao jornal O Globo publicada na última sexta-feira (5), que houve um “um pacto” entre Bolsonaro e o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, para permitir a invasão. 
É uma acusação grave, que carece de provas, embora se possa questionar, o que é feito desde o dia da invasão, as falhas no policiamento e uma aparente leniência do governo do DF no episódio. 
BANCADA FEDERAL
A coluna não entrou em contato com todos os 13 integrantes da bancada federal capixaba — dez deputados e três senadores —, mas é de se esperar que os integrantes da base governista compareçam à cerimônia marcada para segunda-feira, como os deputados federais Helder Salomão e Jack Rocha, e o senador Fabiano Contarato, todos do PT.
Assim como é previsível a ausência de nomes da oposição, como os senadores Magno Malta (PL) e Marcos do Val (Podemos).

Letícia Gonçalves

Graduada em Jornalismo pela Universidade Federal do Espirito Santo, ingressou na Rede Gazeta em 2006, como estagiaria no Gazeta Online/ CBN Vitoria. Em 2008, passou a atuar como reporter da radio. Em 2012, migrou para a editoria de Politica de A Gazeta, tambem como reporter. Exerceu a funcao de editora-adjunta de 2020 ate 2021, quando assumiu a coluna Leticia Goncalves.

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