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Em breve, nas urnas

Eleições: o ano de 2022 começou há mais tempo no ES

Governador Casagrande dia sim, dia também, elenca ações do governo em tom de retrospectiva; adversários também se movimentam

Públicado em 

03 jan 2022 às 02:10
Letícia Gonçalves

Colunista

Letícia Gonçalves

Diretor-presidente do DER, Luiz Cesar Maretto, vice-governadora Jacqueline Moraes, governador Renato Casagrande e secretário Álvaro Duboc
Diretor-presidente do DER, Luiz Cesar Maretto, vice-governadora Jacqueline Moraes, governador Renato Casagrande e secretário Álvaro Duboc Crédito: Helio Filho/Secom ES
Quem pergunta ao governador Renato Casagrande (PSB) se ele vai disputar a reeleição, ouve como resposta que isso somente vai ser decidido nos próximos meses. Quem presta atenção a como ele trata outros temas, como o que já foi feito ou que deve ser realizado no último ano do governo tem, não sem razão, a impressão de que a resposta é sim.
Em uma das últimas entrevistas coletivas concedidas no ano passado, leia-se no dia 28 de dezembro, o governador convidou a imprensa para falar sobre um plano de logística a ser anunciado pelo Departamento de Edificações e de Rodovias (DER-ES). 
No gabinete do chefe do Executivo estadual estavam o diretor-presidente do DER, Luiz Cesar Maretto, diversos técnicos do departamento, a vice-governadora, Jacqueline Moraes (PSB), e o então secretário de Planejamento, Álvaro Duboc, que foi deslocado para a pasta de Governo.
O plano de logística foi mencionado, trata-se do aporte de cerca de R$ 1,5 bilhão a ser feito em estradas do Espírito Santo nos próximos anos. O dinheiro é fruto de um empréstimo com o Banco Interamericano de Desenvolvimento. 
Se alguém entrasse por engano na entrevista, no entanto, poderia se confundir e achar que tratava-se da retrospectiva 2021. Casagrande aproveitou para mostrar números de obras feitas ou planejadas pelo DER e ainda anunciar outras ações para 2022.
E se o ano passado era pré-eleitoral, este já está com a eleição batendo à porta. O governo diz que uma coisa não tem a ver com a outra, então deve ser uma grande coincidência que o valor em investimentos, no geral, não apenas do DER, a ser realizado pelo estado em 2022 seja 40% maior que o orçado em 2021, como a coluna já mostrou.
Como anunciou a chegada do dinheiro do empréstimo via BID, a coluna quis saber como os investimentos vão ser feitos este ano. O Tesouro Estadual vai arcar com a maior parte? Ou vamos contratar dívidas?
"De 70% a 80% dos investimentos são com recursos próprios", garantiu Casagrande. 
Ele, Maretto e Duboc ressaltaram que o Espírito Santo consegue empréstimo porque tem equilíbrio fiscal. 
Equilíbrio fiscal e investimentos com recursos próprios. Termos muito usados em 2014 pelo então candidato ao governo Paulo Hartung (na época filiado ao MDB), que afirmava que eram esses predicados que faltavam à primeira gestão de Casagrande.
"Em 2019, o senhor colocou claramente as metas: manter a gestão fiscal equilibrada, o que começou em 2012 (no primeiro governo do socialista), com a nota A do Tesouro Nacional, mas o equilíbrio fiscal não pode ser um fim em si mesmo", afirmou Duboc, olhando para o governador.
"O baixo nível de endividamento nos permite contratar empréstimos", emendou o secretário, em resposta a questionamento da coluna. "Com nota A, a taxa de juros é menor e é um banco de fomento", ressaltou Maretto.
O empréstimo com o BID, para intervenções viárias, deve render obras em até seis anos, com concentração maior nos primeiros três. O pagamento ao banco começa apenas em 2029 e segue até 2044. 
O fato é que, numa campanha à reeleição, o discurso do candidato é mais ou menos no tom que Casagrande adota hoje, de elencar os feitos da gestão e comparar com o governo do antecessor (se este não for um aliado).
O governador dia sim, dia também, diz que na administração Hartung os investimentos foram reduzidos e os serviços públicos, como a segurança, afetados para pior. 

OS ADVERSÁRIOS

Enquanto isso, os adversários também se movimentam. O presidente da Assembleia Legislativa, Erick Musso (Republicanos), tem criticado justamente a área da segurança e diz, vejam só, que a gestão fiscal não pode ser um fim em si mesmo. Pupilo de Hartung, ele foi anunciado como pré-candidato ao Palácio Anchieta, mas tem muito chão para percorrer para se tornar competitivo.
O ex-deputado federal Carlos Manato (sem partido) está em busca de uma sigla. Não encontrou portas abertas no PL, partido do presidente Jair Bolsonaro, de quem é fã. 
Em 2018, Manato perdeu ainda no primeiro turno a corrida pelo governo do estado, mas ficou em segundo lugar e tem estreitado laços com profissionais da segurança pública, surfando na mesma base eleitoral do presidente da República. 
Outros nomes, como o ex-prefeito da Serra Audifax Barcelos (Rede), o prefeito de Linhares, Guerino Zanon (MDB), o ex-vice-governador César Colnago (PSDB), o deputado estadual Sergio Majeski (PSB) e o secretário da Fazenda de Vitória, Aridelmo Teixeira (Novo), também se movimentam.
Nem todos vão "vingar" e aparecer nas urnas como candidatos ao governo este ano. Tem muito balão de ensaio jogado ao vento, mas 2022 já começou faz tempo por essas bandas.

Letícia Gonçalves

Graduada em Jornalismo pela Universidade Federal do Espírito Santo, ingressou na Rede Gazeta em 2006, como estagiária no Gazeta Online/ CBN Vitória. Em 2008, passou a atuar como repórter da rádio. Em 2012, migrou para a editoria de Política de A Gazeta, onde exerce a função de editora-adjunta desde 2020.

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