Denninho pede perdão e rebate críticas: "Não sou traíra"
Após romper com Pazolini
Denninho pede perdão e rebate críticas: "Não sou traíra"
Deputado rompeu politicamente com o prefeito de Vitória, Lorenzo Pazolini (Republicanos), mas decidiu cessar ataques ao chefe do Executivo. Também pediu desculpas a quem viu vídeos em que o parlamentar estava "nervoso"
Deputado estadual Denninho SilvaCrédito: Lucas S. Costa/Ales
Após romper politicamente com o prefeito de Vitória, Lorenzo Pazolini (Republicanos), o deputado estadual Denninho Silva (de saída do União Brasil) publicou, nas redes sociais, ao menos três vídeos com críticas ao ex-aliado. Afirmou, por exemplo, que a Prefeitura de Vitória deixou de patrocinar a Festa das Crianças da Grande Goiabeiras e adotou uma postura verbalmente agressiva.
Antes, já havia anunciado uma "parceria" com o secretário estadual de Segurança Pública, coronel Alexandre Ramalho, possível candidato a prefeito de Vitória. Tal parceria não teve os termos definidos. "Até eu posso ser o candidato", afirmou Denninho, no último sábado (28). O certo é que, ao lado de Pazolini, o deputado não estaria de jeito nenhum nas eleições de 2024.
Já nesta terça-feira (31), ou seja, em um intervalo de poucos dias, Denninho mudou o tom. Em novo vídeo publicado nas redes sociais, ele pediu "perdão a todos que se sentiram ofendidos" e afirmou: "Não sou traíra".
Mas isso quer dizer que ele voltou às boas com Pazolini? Em conversa com a coluna, o parlamentar afirmou que nem quer mais falar sobre esse assunto. E deixou de atacar o (ex?) aliado.
O pedido de perdão, de acordo com Denninho, foi feito aos eleitores, que estranharam, segundo o próprio deputado, o comportamento recente dele.
"É um perdão no contexto geral, porque sou um cara sereno, não sou de ficar brigando em rede social. Sou cristão e tudo isso fez mal para mim. É um pedido de perdão a todas as pessoas que viram o vídeo, a todas as pessoas que me seguem", contou.
O pedido de perdão foi direcionado também a quem Denninho atacou. Mas ele atacou apenas uma pessoa. Ele pediu desculpas então a Pazolini? A coluna quis saber.
"Se Lorenzo se sentiu atacado, peço perdão a ele também"
Denninho Silva - Deputado estadual
Mas os dois, de acordo com o parlamentar, não voltaram a se falar.
Após o rompimento público de Denninho com o prefeito, o deputado passou a ser chamado de "traíra" em grupos de WhatsApp e comentários em redes sociais.
Não posso afirmar que foi isso que o fez recalcular a rota, mas o deputado fez questão de rebater essas críticas.
"Tem pessoas jogando nas redes sociais que eu estava com ele (Pazolini) há dois anos e meio e, do dia para a noite, comecei a criticar o prefeito. (O 'não sou traíra') foi um recado para as pessoas dos grupos de WhatsApp e das redes sociais que estão me atacando e nem me conhecem", pontuou o parlamentar, à coluna.
Entre os motivos elencados pelo deputado para se afastar de Pazolini estão a construção de um centro para atendimento a pessoas em situação de rua (Centro Pop) na região da Grande Goiabeiras e a exoneração de servidores comissionados ligados ao parlamentar.
Mas, agora, ele não fala mais disso: "Não gosto de confusão, não sou aquele Denninho nervoso".
Durante todo esse imbróglio, a Prefeitura de Vitória enviou uma extensa nota à coluna, em que reconheceu “o incansável compromisso do deputado em defesa da população e seu notável histórico de trabalho visando à melhoria da qualidade de vida na capital” e ressaltou que nomeações e exonerações de comissionados são da discricionariedade, ou seja, da vontade da administração, de acordo com a necessidade da prestação de serviços públicos.
SAÍDA DO UNIÃO BRASIL
Denninho já obteve o aval do União Brasil para sair do partido. A legenda vive às voltas com disputas internas e judiciais. No Espírito Santo, a sigla voltou a ser presidida por Filipe Rigoni, após decisão do Tribunal de Justiça.
"Mas não sei até quando. Preciso de um partido que tenha estabilidade. A eleição é daqui a dez meses. Então vou sair do União Brasil", confirmou o deputado.
Ele também disse que a decisão sobre a qual agremiação se filiar vai ser tomada em conjunto com seu grupo político, formado por lideranças comunitárias.
Graduada em Jornalismo pela Universidade Federal do Espirito Santo, ingressou na Rede Gazeta em 2006, como estagiaria no Gazeta Online/ CBN Vitoria. Em 2008, passou a atuar como reporter da radio. Em 2012, migrou para a editoria de Politica de A Gazeta, tambem como reporter. Exerceu a funcao de editora-adjunta de 2020 ate 2021, quando assumiu a coluna Leticia Goncalves.