Marina é um dos reforços no palanque do petista, que ganhou adesões dos mais diversos espectros políticos, do fundador do partido Novo, o banqueiro João Amoêdo, ao líder do Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto, Guilherme Boulos (PSol).
No Espírito Santo, o governador
Renato Casagrande (PSB) também montou uma frente ampla, que inclui a Rede de Marina Silva, federada com o PSol, e o PP, partido que integra a base de Bolsonaro.
Mas, na quinta-feira, o socialista não vai se encontrar com a ex-ministra.
Outra apoiadora de
Lula, a senadora Simone Tebet (MDB-MS), que disputou a Presidência da República no primeiro turno, já gravou vídeo pedindo votos para o governador do Espírito Santo. Assim como Marina, ela tem percorrido o país com o petista. Mas, desta vez, não vem ao Espírito Santo.
A estratégia, de acordo com o coordenador da campanha de
Lula no Espírito Santo, Genivaldo Lievore (PT), é que Marina fale ao eleitorado evangélico – ela é da igreja Assembleia de Deus – e às mulheres.
Marina vai participar de uma celebração ecumênica às 17h30. Já às 19h, vai integrar um ato político a favor da democracia. Os dois eventos, segundo Lievore, vão ocorrer na Praça dos Desejos, no bairro Santa Helena, em Vitória.
Quando o então candidato à presidência Ciro Gomes (PDT) esteve no Espírito Santo, em setembro, Casagrande também não se encontrou com ele.
O pedetista passou pouco tempo em terras capixabas, discursou por dez minutos em uma praça da Serra antes de seguir para compromissos em outros estados.