Sair
Assine
Entrar

Entre para receber conteúdo exclusivo.
ou
Crie sua conta A Gazeta
Recuperar senha

Preencha o campo abaixo com seu email.

Leonel Ximenes

Vereadora do PSOL quer dia de combate ao assassinato de lésbicas

Se o projeto for aprovado,  “Dia Municipal de Enfrentamento ao Lesbocídio” será comemorado em todo 13 de abril

Públicado em 

19 ago 2021 às 16:14
Leonel Ximenes

Colunista

Leonel Ximenes

Camila Valadão: projeto apresentado no Dia Nacional do Orgulho Lésbico
Camila Valadão: projeto apresentado no Dia Nacional do Orgulho Lésbico Crédito: Ascom/Câmara de Vitória
vereadora Camila Valadão (PSOL), de Vitória, apresentou um projeto de lei (PL) que cria o “Dia Municipal de Enfrentamento ao Lesbocídio”, a ser comemorado em todo 13 de abril. Segundo a parlamentar, o projeto foi apresentado nesta quinta-feira, 19 de agosto, porque hoje é o Dia Nacional do Orgulho Lésbico.
“O objetivo do PL é promover campanhas, atividades e ações públicas de enfrentamento e erradicação do lesbocídio, bem como de construção de uma cultura de não violência contra as mulheres lésbicas e bissexuais”, explica a parlamentar, a mais votada para a Câmara de Vitória nas últimas eleições.
O termo lesbocídio refere-se ao assassinato de mulheres lésbicas. Já lesbofobia é o ódio e/ou discriminação a essas mulheres.
E por que o dia 13 de abril para a data? Camila explica: “O dia remete à data de morte de Luana Barbosa dos Reis Santos, que faleceu, aos 34 anos, vítima de violência policial, no ano de 2016, em Ribeirão Preto (SP). Era uma mulher, negra, lésbica, periférica e mãe”.
O assassinato de Luana ganhou repercussão nacional e internacional, contando com inclusive um pronunciamento do Alto Comissariado de Direitos Humanos das Nações Unidas (ACNUDH) para América do Sul e da ONU Mulheres Brasil.
"Milhões de brasileiras, mulheres lésbicas, vivem cotidianamente a negligência do sistema de saúde, formatado para padrões heterossexuais; sofrem agressões físicas e psicológicas motivadas por lesbofobia; sofrem estupros corretivos como se fosse possível corrigir ou adequar a sexualidade de uma mulher lésbica; muitas vezes são obrigadas a esconder sua orientação sexual no ambiente de trabalho para não perderem seus empregos ou sofrerem mais violências"
Camila Valadão - Veradora do PSOL em Vitória
Camila lamenta o fato de serem escassos, em todo o país e em todas as esferas da administração pública, os dados sobre assassinatos de lésbicas nas notificações e ocorrências na política de segurança pública, na saúde ou na assistência social: “Isso reforça a urgência da instauração da data em questão, a fim de assegurar a integridade dessas mulheres”.
Ela cita um dos poucos estudos sobre o tema, o “Dossiê sobre Lesbocídio no Brasil: de 2014 até 2017”, que aponta que no período dos quatro anos, houve um aumento de cerca de 237% de assassinatos e suicídios de mulheres lésbicas no Brasil motivados por lesbofobia.

Leonel Ximenes

Iniciou sua história em A Gazeta em 1996, como redator de Esporte e de Cidades. De lá para cá, acumula passagens pelas editorias de Polícia, Política, Economia e, como editor, por Esportes e Brasil & Mundo. Também atuou no Caderno Dois e nos Cadernos Especiais e editou o especial dos 80 anos de A Gazeta. Desde 2010 é colunista. É formado em Jornalismo pela Universidade Feedral do Espírito Santo.

Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rapido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

Imagem de destaque
Trufas para a Páscoa: 10 receitas irresistíveis para adoçar a data
Imagem de destaque
Baralho cigano: veja as previsões de abril de 2026 para os 12 signos
Imagem de destaque
Além do forró: Itaúnas estreia festival internacional de jazz e blues

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados