O secretário estadual da
Segurança Pública, Alexandre Ramalho, embarcou para
Israel no último sábado (10) para, segundo a
Sesp, coordenar a comitiva responsável por testar os fuzis que o Espírito Santo passará a empregar em breve. As forças de segurança do Estado estão adquirindo 874 fuzis IWI Arad, projetados para uso em infantaria, unidades especiais e todos os tipos de cenários de combate. Cada arma custou ao Estado cerca de R$ 15 mil. No total, a compra dos fuzis israelenses custou em torno de R$ 13,1 milhões.
“O objetivo dessa visita é testar os fuzis que estamos adquirindo. Eles vão chegar em breve no Brasil, mas, antes disso, viemos fazer uma inspeção. Estamos testando se as armas que serão enviadas ao Espírito Santo atendem a todas as características que foram definidas na licitação”, explicou Ramalho.
Um dos testes avalia se os fuzis suportam lama e água. As armas são mergulhadas em meio líquido e depois, disparadas. Tanto molhados quanto enlameados, os fuzis passaram com louvor.
A fabricante israelense IWI é uma referência mundial quando o assunto é tecnologia em armas de fogo, sendo fornecedora para mais de 80 países, especialmente de fuzis. Entre os termos da licitação, está a garantia de funcionamento do armamento de até 40 mil tiros. Qualquer problema apresentado antes desse período de uso é totalmente coberto pela fornecedora.
Esta é a segunda aquisição deste modelo realizada pelo Espírito Santo. A
Polícia Militar já tem 300 desses fuzis em seu arsenal e acompanha outras instituições de segurança do Brasil, incluindo a Polícia Civil do Rio de Janeiro, onde o fuzil IWI Arad é usado pelo Batalhão de Operações Policiais Especiais, o Bope, entre outros grupos especializados.
Em 2019, começou o processo de substituição das pistolas da PCES e da PMES, que agora usam pistolas da marca Glock, austríacas. Os fuzis também serão distribuídos para as duas corporações.
Policiais civis e militares compõem o grupo coordenado por Ramalho, incluindo o delegado-geral da
Polícia Civil, José Darcy Arruda, que, assim como o secretário, está testando, pessoalmente, o armamento. Também fazem parte da comitiva o major André e o capitão Portela, da Polícia Militar, entre outros policiais.