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Leonel Ximenes

Um a cada quatro moradores de Cariacica recebe auxílio emergencial

Benefício, que acaba em dezembro, também beneficia 22% da população da Serra, 19% de Vila Velha e 17% de Vitória

Publicado em 07 de Outubro de 2020 às 05:00

Públicado em 

07 out 2020 às 05:00
Leonel Ximenes

Colunista

Leonel Ximenes

Aplicativo do auxílio emergencial do Governo Federal
Aplicativo do auxílio emergencial do Governo Federal Crédito: Marcelo Camargo/Agência Brasil
auxílio emergencial pago pelo governo federal encerra-se em dezembro deste ano. Segundo a Fundação Getulio Vargas (FGV), 38 milhões de brasileiros ficarão sem assistência: são em sua maioria pessoas de baixa renda, pouca escolaridade e ocupadas em atividades informais. Na Grande Vitória, a situação é tão grave que, em Cariacica, um a cada quatro moradores recebe a ajuda federal.
Segundo os dados de agosto do auxílio, 94.152 moradores de Cariacica não tiveram nenhum tipo de restrição para o recebimento da assistência, com valores a partir de R$ 600. Isso representa 24,52% da população, hoje estimada em 383.917 habitantes.
Em termos proporcionais, a Serra fica em segundo lugar. Dos 527.240 moradores, 116.787 (22,14% da população) tiveram seus nomes aprovados sem quaisquer tipos de restrição para que o auxílio chegasse às suas contas.
Vila Velha, por sua vez, teve 19,32% de seus cidadãos com nome aprovado nessa assistência (96.884 de 501.325), enquanto em Vitória a parcela foi de 17,01% (62.261 de 365.855).
Das prefeituras da Grande Vitória, Vitória e Serra, que têm maior orçamento, aprovaram auxílios municipais ao longo da pandemia. A Capital, em termos proporcionais, é a que tem a menor quantidade de habitantes sendo beneficiados pela verba federal..
De acordo com o estudo da FGV, informais e mulheres são os que mais se beneficiaram da política emergencial de transferência de renda. Para as mulheres informais não inscritas no Cadastro Único, a perda de renda teria sido de 20% sem o auxílio, e o ganho com a política assistencial chega a 52%.

Leonel Ximenes

Iniciou sua historia em A Gazeta em 1996, como redator de Esporte e de Cidades. De la para ca, acumula passagens pelas editorias de Policia, Politica, Economia e, como editor, por Esportes e Brasil & Mundo. Tambem atuou no Caderno Dois e nos Cadernos Especiais e editou o especial dos 80 anos de A Gazeta. Desde 2010 e colunista. E formado em Jornalismo pela Universidade Federal do Espirito Santo.

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