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Tribunal Superior Eleitoral (TSE) recusou quase uma em cada quatro filiações do Aliança no Espírito Santo. Das 1.603 assinaturas encaminhadas à Justiça Eleitoral pelo futuro partido do
presidente Jair Bolsonaro, 382 (23,8%) foram recusadas pelo sistema do TSE por não se adequarem ao que está previsto na lei.
A maioria absoluta das irregularidades refere-se a eleitores filiados em outros partidos políticos; duas assinaturas foram recusadas porque o nome do eleitor simplesmente não existia e seis são de títulos cancelados - eleitores que não votaram em três eleições consecutivas.
Mesmo as assinaturas para criação do partido que foram recebidas pela
Justiça Eleitoral ainda vão passar por análise técnica. E tem mais: o Aliança não entregou a ficha de apoiamento de 1.221 eleitores que fizeram a adesão ao novo partido. Sem as fichas, os cartórios não fazem a validação das assinaturas.
Quarto colégio eleitoral do Estado, Vitória, entretanto, é o município que lidera o número de adesões ao novo partido dissidente do PSL: 574 assinaturas. A seguir vêm Vila Velha (486), Guarapari (78), Serra (61), Cariacica (12) e Venda Nova do Imigrante (10). Curiosamente, Guarapari tem mais adesão ao Aliança que Cariacica e Serra juntas, duas das três cidades mais populosas do Estado.
No Brasil, a legenda precisa de 492 mil assinaturas, o que representa 0,5% dos votos válidos do eleitorado brasileiro do último pleito, em 2018. A cota mínima no Espírito Santo é de 1.933 assinaturas reconhecidas e validadas pela Justiça Eleitoral.