Em meio a relatos emocionantes sobre a vida de Chico Anysio, a capa do jornal A Gazeta sobre a morte do maior humorista brasileiro mereceu destaque na série que estreou nesta quinta-feira (25), na Globoplay.
Logo no início do quinto episódio, o documentário exibe capas históricas de importantes jornais brasileiros, incluindo os do
Rio de Janeiro, onde Chico viveu a maior parte da sua vida, e do Ceará, seu Estado de nascimento.
Uma das capas eternizadas e mostradas pela série é a do jornal A Gazeta, edição de 24 de março de 2012, que traz uma das frases mais antológicas de Chico: “Eu não tenho medo de morrer. Eu tenho pena…”
O jornalista Eduardo Caliman, editor de capa de A Gazeta na época, afirma que a concepção da capa foi obra de um trabalho coletivo da redação: “A capa de A Gazeta naquele momento foi resultado de um esforço coletivo diário que caracterizava a rotina da nossa redação. Havia um comprometimento de todas as equipes - da manhã, da tarde, da diagramação e da edição - para entregar aos leitores um jornal bem apresentado, com sensibilidade editorial e cuidado gráfico”.
E a inspiração para a frase imortalizada por Chico? “Naquele dia, em especial, buscamos traduzir na imagem e no título a grandeza de Chico Anysio e a emoção de sua despedida. A frase ‘Eu não tenho medo de morrer, eu tenho pena’ não apenas sintetizava o espírito do artista, mas também representava a escolha editorial de prestar uma homenagem respeitosa e profunda”, explica Caliman.
O jornalista lembra que a capa de A Gazeta exibida pela série da Globoplay mereceu destaque também em outros veículos, pela sua qualidade gráfica e editorial: “A capa destacada agora no documentário é uma das muitas que foram reconhecidas à época por portais especializados, como fruto desse trabalho conjunto, comprometido com a qualidade da informação e com o respeito ao leitor”.
A série “Chico Anysio: Um Homem À Procura De Um Personagem” é dividida em cinco episódios (todos já estão disponíveis) e explora a vida e carreira de Chico Anysio, suas contradições, amores, desafios financeiros e relações com colegas e figuras públicas.
A produção percorre a brilhante e extensa carreira de Chico, ao mesmo tempo em que abre espaço para sua agitada vida pessoal, marcada por seis casamentos e sete filhos biológicos.
Dirigida por seu filho Bruno Mazzeo, o documentário explora a multiplicidade dos mais de 200 personagens, bordões e programas criados pelo artista, que entraram para a memória coletiva e marcaram gerações no Brasil.
E o que o deputado Justo Veríssimo, um dos personagens mais famosos de Chico Anysio, e que apoiou a
PEC da Blindagem (Bandidagem?), acha disso tudo?
“Quero que o pobre se exploda”.