Do Val entrou em contato com a diretora de Comunicação do Senado, Erica Ceolin, reclamando da ausência do seu nome da lista. A diretora então ligou para a coluna e admitiu que houve um erro da Agência Senado em não citar o parlamentar do ES.
Logo depois, a Agência atualizou a matéria, publicada inicialmente na noite de terça-feira (14), e relacionou o senador capixaba como um dos infectados.
Em seguida, a Assessoria de Comunicação Social do Senado enviou à coluna uma nota admitindo que houve omissão e nem todos os senadores que se declaram vítimas da Covid haviam sido citados na reportagem. Além do capixaba, um parlamentar de
Mato Grosso passou a figurar na lista.
“Em matérias divulgadas pela Rádio Senado, sob o título ‘Oito senadores foram contaminados pelo coronavírus’, e pela Agência Senado sob o título ‘Leila Barros e Sérgio Petecão são diagnosticados com covid-19’, nesta semana, não foram incluídos todos os senadores que foram infectados pela doença. Entre eles, estão os senadores Marcos do Val (Podemos-ES), diagnosticado no fim de maio, e Carlos Fávaro (PSD-MT), na segunda quinzena de junho”, diz a nota da Comunicação do Senado.
“Os textos e áudios publicados não são um balanço oficial de parlamentares infectados, mas exemplificam o alcance da pandemia em alguns senadores que divulgaram a forma como lidaram com a doença”, conclui a nota.
Conforme a coluna publicou hoje, em maio, Do Val chegou a afirmar que contraiu o novo coronavírus, mas os dois testes a que se submeteu deram resultado “inconclusivo”. O senador disse que, por orientação médica, tomou dois remédios, a
hidroxicloroquina e a azitromicina.
Mas após esses dois exames, ele resolveu não fazer outros: “Depois de ter sido diagnosticado clinicamente pelos médicos e eles falarem que todos os testes são na sua maioria inconclusivos, eu não fiz nenhum outro”, explica. “Os exames só têm precisão de 67% e não me aconselharam fazer mais nenhum.”