O Espírito Santo já recebeu 230 refugiados venezuelanos desde 2018, quando começou a crise humanitária do país vizinho, segundo informações do Ministério da Cidadania. A estratégia de interiorização, que promove a realocação de venezuelanos em Roraima para outros Estados brasileiros, é parte da Operação Acolhida, do governo federal, em conjunto com agências das Nações Unidas. Essa interiorização tem como objetivo oferecer mais oportunidades de inserção socioeconômica dos venezuelanos, além de diminuir a pressão sobre
Roraima.
Vitória foi a cidade que mais recebeu venezuelanos, com 94 registros, seguida por Vila Velha (65), Viana (22), Serra (15) e Colatina (10). Em 2019 foi registrado o auge da chegada dos vizinhos, com 108 casos. Já em 2021, de janeiro a setembro, 47 venezuelanos chegaram ao
Estado.
Os refugiados apontaram que seus trabalhos mais comuns eram os envolvidos com panificação (padeiro e confeiteiro), construção civil (pedreiros e afins), carpinteiros e marceneiros, entre outros.
Outro ponto que chama atenção no levantamento são os motivos que levaram os venezuelanos a cruzar a fronteira. Os que estão registrados como vivendo no Espírito Santo pontuaram que as necessidades específicas de proteção legal e física e a condição da esposa/companheira em risco foram os indutores para a mudança de vida.