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Leonel Ximenes

Saiba quantos refugiados venezuelanos já chegaram ao ES

Vitória é a cidade que mais recebeu cidadãos do país vizinho que vive uma crise humanitária

Publicado em 26 de Outubro de 2021 às 02:05

Públicado em 

26 out 2021 às 02:05
Leonel Ximenes

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Leonel Ximenes

O presidente da Venezuela, Nicolas Maduro, fala com a imprensa após votar durante as eleições parlamentares, em Caracas
Milhões de refugiados deixaram a Venezuela comandada pelo presidente Nicolas Maduro  Crédito: Reuters/Fausto Torrealba
O Espírito Santo já recebeu 230 refugiados venezuelanos desde 2018, quando começou a crise humanitária do país vizinho, segundo informações do Ministério da Cidadania. A estratégia de interiorização, que promove a realocação de venezuelanos em Roraima para outros Estados brasileiros, é parte da Operação Acolhida, do governo federal, em conjunto com agências das Nações Unidas. Essa interiorização tem como objetivo oferecer mais oportunidades de inserção socioeconômica dos venezuelanos, além de diminuir a pressão sobre Roraima.
Vitória foi a cidade que mais recebeu venezuelanos, com 94 registros, seguida por Vila Velha (65), Viana (22), Serra (15) e Colatina (10). Em 2019 foi registrado o auge da chegada dos vizinhos, com 108 casos. Já em 2021, de janeiro a setembro, 47 venezuelanos chegaram ao Estado.
Atualmente, há 145 venezuelanos que estão registrados no sistema ProGres V4, que é uma base de dados global do Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (Acnur), responsável por gerenciar os casos dos venezuelanos que estão vivendo em território brasileiro.
Os refugiados apontaram que seus trabalhos mais comuns eram os envolvidos com panificação (padeiro e confeiteiro), construção civil (pedreiros e afins), carpinteiros e marceneiros, entre outros.
Outro ponto que chama atenção no levantamento são os motivos que levaram os venezuelanos a cruzar a fronteira. Os que estão registrados como vivendo no Espírito Santo pontuaram que as necessidades específicas de proteção legal e física e a condição da esposa/companheira em risco foram os indutores para a mudança de vida.

Leonel Ximenes

Iniciou sua historia em A Gazeta em 1996, como redator de Esporte e de Cidades. De la para ca, acumula passagens pelas editorias de Policia, Politica, Economia e, como editor, por Esportes e Brasil & Mundo. Tambem atuou no Caderno Dois e nos Cadernos Especiais e editou o especial dos 80 anos de A Gazeta. Desde 2010 e colunista. E formado em Jornalismo pela Universidade Federal do Espirito Santo.

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