Em 2017 foram registradas 62 ocorrências de roubos de carga no ES; no ano passado foram 38.Crédito: Divulgação
O Espírito Santo teve redução de 40% nos roubos de carga entre os anos de 2017 e 2018. Em 2017 foram registradas 62 ocorrências e no ano passado foram 38. O presidente da Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística, José Hélio Fernandes, já havia citado o Espírito Santo como uma “ilha de excelência” no combate a esse tipo de crime.
Mais indiciados
A Polícia Civil mostrou eficiência e conseguiu indiciar mais suspeitos de roubos de carga. Em 2017, foram oito; no ano passado, o número passou para 36, havendo um aumento de 350% nos indiciamentos. Ao todo, em 2018, foram 96 inquéritos relatados, contra 12 em 2017.
Moscou é aqui
A pequena praça anexa à Costa Pereira, tradicional local de manifestação da esquerda em Vitória, está sendo conhecida como “Praça Vermelha”.
Da teoria à prática
Há meses a Câmara de Vitória vem discutindo a redução do número de vereadores, de cargos comissionados e de despesas. Não está na hora de acabar a discussão e implementar algumas dessas medidas?
A natureza agradece
O Sicoob-ES vai distribuir energia limpa em cidades do interior. Isso será possível pela criação de uma cooperativa de serviços, a Ciclos, só para associados da cooperativa de crédito.
No time da Fiesp
O advogado Luiz Cláudio Allemand foi convidado pelo presidente da Fiesp, Paulo Skaf, para integrar o Departamento Jurídico da federação paulista. Ele, claro, já aceitou.
Em pílulas
O escritor Francisco Grijó já começou a enviar aos seus amigos e conhecidos, via WhatsApp, trechos de “Fama Volat”, seu novo romance que será lançado em julho.
1º de abril
Hoje é a data correta que marca o início dos 55 anos da ditadura militar. E não é mentira.
Alô, desperdício!
Quando vão retirar a cabeça de burro enterrada na obra do Cais das Artes?
***************
MINIENTREVISTA
“A família deve apoiar os seus filhos LGBTIs”
Coordenadora do Mães pela Diversidade-ES, Mônica Alves orienta os pais a ouvir seus filhos quando descobrem que eles são gays. “Quando a família apoia suas filhas e filhos LGBTIs, eles são muito bem-sucedidos, assim como as filhas e filhos heterossexuais”.
O que os pais devem fazer quando descobrem que seu filho é gay?
No primeiro momento ouvir seus filhos, independentemente de estar ou não preparado para a revelação. Depois informar-se com algum profissional que já trabalhe com a diversidade. Outra opção é conversar com pais que já viveram a mesma situação. O “Mães pela Diversidade” se encaixa perfeitamente nesta realidade.
A relação afetiva deve mudar, ser mais intensa?
Com certeza. A sociedade é preconceituosa e conservadora, e nós que somos pais temos a obrigação de apoiar nossas filhas e filhos. Quando a família apoia suas filhas e filhos LGBTIs, eles são muito bem-sucedidos, assim como as filhas e filhos heterossexuais. A sexualidade na vida de cada um de nós é apenas um detalhe, o preconceito é que traz desajustes.
A religião ajuda ou prejudica essa relação de pais e filho gay?
Depende. Se a religião condenar a diversidade sexual, prejudica. Existem religiões que explicam muito bem a diversidade sexual e temos hoje igrejas inclusivas. Eu tenho conhecimento de três no ES, pode ser que haja mais.
E se os demais membros da família não aceitarem a opção sexual do seu parente?
Não existe opção sexual, ninguém opta em ser gay, lésbica, transexual. Já se nasce assim. É só pensar bem: quem faria a opção de ser julgado por ser quem é, sofrer preconceito, muitas vezes ouvir piadas nas ruas ou até sofrer violência física? O termo correto é orientação sexual. Quem não aceita o outro como ele é precisa se informar, sair do senso comum.
E como deve ser a relação da família com o companheiro (a) do filho gay?
Deve ser normal. Penso que se a nossa filha ou filho ama o companheiro ou a companheira, devemos recebê-los com muito amor. Família não é uma instituição que prega o amor?
Iniciou sua história em A Gazeta em 1996, como redator de Esporte e de Cidades. De lá para cá, acumula passagens pelas editorias de Polícia, Política, Economia e, como editor, por Esportes e Brasil & Mundo. Também atuou no Caderno Dois e nos Cadernos Especiais e editou o especial dos 80 anos de A Gazeta. Desde 2010 é colunista. É formado em Jornalismo pela Universidade Federal do Espírito Santo.