Sair
Assine
Sair
Entrar

Recuperar senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

Cadastrar nova senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

Leonel Ximenes

Rodrigo Sandi Mori: "A polícia sozinha não reduz a criminalidade"

Um dos grandes responsáveis pela redução dos homicídios na Serra mostra preocupação com a flexibilização da posse de armas

Publicado em 28 de Janeiro de 2019 às 08:56

Públicado em 

28 jan 2019 às 08:56
Leonel Ximenes

Colunista

Leonel Ximenes

Rodrigo Sandi Mori comanda as investigações de homicídios na Serra Crédito: Fernando Madeira
Apontado como um dos grandes responsáveis pela redução dos homicídios na Serra, o delegado Rodrigo Sandi Mori, entretanto, cita a integração das Polícias e das instituições como o caminho para essa conquista. Ele mostra preocupação com a flexibilização da posse de armas.
O que mais pesa na redução dos índices de criminalidade: o combate à pobreza ou a eficiência da polícia?
A polícia sozinha não resolve o problema. Com uma boa investigação conseguimos retirar mandantes e executores dos homicídios de circulação, o que gera uma desordem no tráfico e consequentemente reduz os conflitos e mortes . Porém, para se romper com o ciclo da violência é essencial que haja mais vigilância e assistência por parte dos pais e familiares, assim como mais atenção por parte do poder público em áreas como educação e no desenvolvimento de projetos sociais, na oferta de esporte e lazer e também de formação profissional e emprego. Isso possibilita que os jovens tenham oportunidades, evitando que sejam recrutados para o tráfico de drogas.
 Por que só agora, depois de 22 anos, a Serra deixou de liderar o ranking de homicídios no ES?
O fator essencial para a Serra deixar a liderança do ranking de homicídios foi uma maior integração entre as policiais Civil e Militar, juntamente com a Prefeitura Municipal da Serra, o Ministério Público Estadual e o Poder Judiciário. Inclusive, temos reuniões mensais envolvendo representantes destas instituições, nas quais traçamos estratégias de segurança para a cidade, conforme as necessidades que enxergamos.
Além disso, contamos com uma equipe altamente qualificada, capaz de dar respostas rápidas logo após a ocorrência dos crimes. Também contamos com o apoio da população, que a cada prisão e elucidação de casos deposita ainda mais confiança em nosso trabalho nos enviando informações tanto pelo 181 como pela página do Facebook.
Se a Polícia Civil fosse mais aparelhada e o efetivo fosse maior, os resultados não seriam ainda melhores?
Sim, quanto mais investimentos, maior é a eficácia do trabalho. No entanto, é preciso destacar que em 2018 a Polícia Civil ofereceu cursos que possibilitaram uma maior qualificação dos policiais, como o curso de fuzil e o curso de investigação realizado em Brasília para delegados e peritos, do quais eu mesmo participei. Igualmente, a expectativa para 2019 é que com a realização do concurso que foi aberto, novos policiais entrarão e isso dará uma oxigenada na Policial Civil, possibilitando assim atingirmos resultados ainda melhores.
 O sr. é a favor da descriminalização das drogas? 
Sou contra a descriminalização das drogas. Legalizar é fornecer aos jovens, de forma facilitada e ampla, a possibilidade de experimentar algo mais nocivo que o álcool e fumo por exemplo. A legalização não tem o poder de forçar o crime organizado a parar de comercializar drogas. O comércio de drogas pode ser enfraquecido se menos pessoas consumirem drogas e isso só poderá ser alcançado com a prevenção, através de políticas públicas e sociais eficazes.
A flexibilização da posse de armas pode aumentar os níveis de violência e, particularmente, de homicídios?
Embora o decreto apresente uma série de critérios para a liberação da posse, tenho receio de que o aumento do número de armas possa aumentar os conflitos na sociedade, inclusive em razão da falta de preparo de uma maioria para agir em situações de tensão. Por mais que as pessoas acreditem que elas devam ter uma arma para garantir sua própria segurança, o efeito poder ser o contrário, chegando até mesmo a arma poder parar em mãos erradas. Se policiais preparados já estão suscetíveis a incidentes, pessoas normais estão expostas a um risco ainda maior.

Leonel Ximenes

Iniciou sua historia em A Gazeta em 1996, como redator de Esporte e de Cidades. De la para ca, acumula passagens pelas editorias de Policia, Politica, Economia e, como editor, por Esportes e Brasil & Mundo. Tambem atuou no Caderno Dois e nos Cadernos Especiais e editou o especial dos 80 anos de A Gazeta. Desde 2010 e colunista. E formado em Jornalismo pela Universidade Federal do Espirito Santo.

Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rapido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

Turquia
Turquia se despede da Copa com vitória e EUA avançam com líderes do Grupo D
Imagem de destaque
Horóscopo do dia: previsão para os 12 signos em 26/06/2026
Austrália x Paraguai
Austrália avança com empate, e Paraguai aguarda vaga na 2ª fase da Copa

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados