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Robô misterioso faz pesquisa com os eleitores de Vitória

Carol, o nome do bot, quer saber a preferência dos cidadãos da Capital, inclusive em quem ele pretende votar

Publicado em 08/10/2020 às 05h00
Atualizado em 08/10/2020 às 05h02
Carol, o robô eleitoral, não revela para quem está trabalhando
Carol, o robô eleitoral, não revela para quem está trabalhando. Crédito: Divulgação

Se o morador de Vitória receber por esses dias uma ligação de uma tal Carol, pode ser que não seja aquela sua parente ou amiga conhecida de muito tempo. Na verdade, é possivelmente uma estratégia digital de algum candidato para saber a opinião do cidadão (eleitor) sobre a Capital.

Carol é o simpático nome de um robô que diz que deseja saber o que o cidadão pensa sobre a cidade. Na realidade, ela busca é a percepção do eleitor sobre os candidatos. As perguntas são variadas, mas ela dá um pouco mais de ênfase ao candidato petista João Coser, que tenta comandar a prefeitura pela terceira vez.

Apesar disso, a assessoria do ex-prefeito nega que tenha contratado esse serviço digital de pesquisa. Também diz não saber quem o contratou - se foi ou não um adversário.

O bot – para os mais entendidos de tecnologia – liga para números com DDD 27 e variações diferentes por celular e, se atendida, faz uma pesquisa de pouco mais de cinco minutos para entender a dinâmica das eleições de Vitória.

Carol é muito curiosa, diga-se de passagem. Quer saber a idade do cidadão, sua escolaridade, renda familiar, religião, o que pensa da atual gestão da Prefeitura de Vitória, em qual candidato votaria, em quem você não votaria…

A moça digital também quer aferir a influência de outros líderes políticos sobre o eleitor de Vitória. Vejam como ela quer saber de tudo: “Você acha que a presença de Lula influencia um candidato para ganhar votos?”. Ela insiste com essa pergunta, mas os personagens são mudados. Os escolhidos são o presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido), o prefeito de Vitória, Luciano Rezende (Cidadania), e o governador do Espírito Santo, Renato Casagrande (PSB).

Carol é seletiva e não explica qual o critério que utiliza para escolher os cidadãos que são abordados por ela pelo telefonema. O robô consegue captar os dados do seu interlocutor a partir das teclas do celular, que vão servir para escolher um candidato citado por ela na pergunta ou medir se a sua opinião é favorável ou não a determinado tema.

O telefonema termina de forma muito amistosa, com o bot agradecendo o seu interlocutor pela gentileza de ficar por cinco minutos na conversa. Mas, pelo visto, a pesquisadora moderninha não é capixaba da gema. Quando pronuncia a palavra “Coser” ela diz, de forma “apaulistada”, “Côser”. Nem tudo é perfeito, né, companheira (companheira?) Carol? 

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