Se o morador de
Vitória receber por esses dias uma ligação de uma tal Carol, pode ser que não seja aquela sua parente ou amiga conhecida de muito tempo. Na verdade, é possivelmente uma estratégia digital de algum candidato para saber a opinião do cidadão (eleitor) sobre a Capital.
Carol é o simpático nome de um robô que diz que deseja saber o que o cidadão pensa sobre a cidade. Na realidade, ela busca é a percepção do eleitor sobre os candidatos. As perguntas são variadas, mas ela dá um pouco mais de ênfase ao candidato petista João Coser, que tenta comandar a prefeitura pela terceira vez.
Apesar disso, a assessoria do ex-prefeito nega que tenha contratado esse serviço digital de pesquisa. Também diz não saber quem o contratou - se foi ou não um adversário.
O bot – para os mais entendidos de tecnologia – liga para números com DDD 27 e variações diferentes por celular e, se atendida, faz uma pesquisa de pouco mais de cinco minutos para entender a dinâmica das eleições de Vitória.
Carol é muito curiosa, diga-se de passagem. Quer saber a idade do cidadão, sua escolaridade, renda familiar, religião, o que pensa da atual gestão da Prefeitura de Vitória,
em qual candidato votaria, em quem você não votaria…
A moça digital também quer aferir a influência de outros líderes políticos sobre o eleitor de Vitória. Vejam como ela quer saber de tudo: “Você acha que a presença de Lula influencia um candidato para ganhar votos?”. Ela insiste com essa pergunta, mas os personagens são mudados. Os escolhidos são o presidente da República,
Jair Bolsonaro (sem partido), o prefeito de Vitória,
Luciano Rezende (Cidadania), e o governador do Espírito Santo,
Renato Casagrande (PSB).
Carol é seletiva e não explica qual o critério que utiliza para escolher os cidadãos que são abordados por ela pelo telefonema. O robô consegue captar os dados do seu interlocutor a partir das teclas do celular, que vão servir para escolher um candidato citado por ela na pergunta ou medir se a sua opinião é favorável ou não a determinado tema.
O telefonema termina de forma muito amistosa, com o bot agradecendo o seu interlocutor pela gentileza de ficar por cinco minutos na conversa. Mas, pelo visto, a pesquisadora moderninha não é capixaba da gema. Quando pronuncia a palavra “Coser” ela diz, de forma “apaulistada”, “Côser”. Nem tudo é perfeito, né, companheira (companheira?) Carol?