Pagou, levou. E se não pagar, leva também. Em resumo, esse é o método de trabalho adotado há um ano por um restaurante e lanchonete localizado na altura do km 177 da
BR-101 Norte, em Jacupemba,
Aracruz. No local, os clientes pegam os produtos selecionados, colocam o dinheiro correspondente numa caixinha ao lado e vão embora. Sem precisar prestar contas aos funcionários do estabelecimento.
“A experiência tem sido bem positiva. Os clientes estão encantados com a nossa iniciativa”, conta Rose Carlesso, funcionária responsável por um dos turnos de funcionamento da Pamonharia da Roça, um complexo formado por pousada, restaurante e pousada às margens da rodovia.
A funcionária explica que os produtos são orgânicos e colhidos no pomar ao lado do empreendimento comercial. Itens como abacates, bananas, limões, acerolas e alguns temperos, e que não foram utilizados na pamonharia por excesso de produção, são colocados à venda no “teste de fidelidade”.
Os produtos ficam em pequenos cestos, com seu valor correspondente, na saída dos caixas. Rose garante que essas mercadorias não ficam ao alcance da visão dos funcionários, ou seja, em tese, um cliente poderia pegá-las, não pagar e sair do estabelecimento sem que seja visto.
Mas, felizmente, não é isso que acontece. “O cliente, quando vê como esse sistema funciona, se intimida. É um desestímulo à desonestidade”, atesta a funcionária.
Além de despertar a honestidade nas pessoas, a iniciativa da Pamonharia da Roça tem como objetivo evitar que os produtos sejam descartados por falta de consumo. Os preços são mais em conta, haja vista que são orgânicos. Uma penca de banana, por exemplo, custa R$ 3, o mesmo preço de um pacote com 10 limões.
Honestidade não tem preço. É o resumo dessa história.