O Projeto Acolhedor, do Departamento de Psicologia da
Ufes, está recebendo inscrições de pessoas maiores de 17 anos que precisam de ajuda para lidar com o processo de perda e luto. As inscrições ficarão abertas em fluxo contínuo e os atendimentos, individuais ou em grupo, serão retomados a partir de abril.
O suporte é dado por estudantes do curso de Psicologia sob a supervisão da professora responsável pelo projeto de extensão da universidade, Luciana Bicalho. Os encontros grupais ou atendimentos individuais são semanais e duram 12 semanas, podendo se estender em caso de necessidade.
Os interessados podem se inscrever pelo e-mail
[email protected], pelo perfil do projeto no Instagram (@acolhedor.projeto), ou por mensagem de texto no
Whatsapp enviada para o número (27) 99716-1948.
O Projeto Acolhedor começou em 2021. Entre as demandas atendidas naquele momento, estavam a de profissionais de saúde que conviviam com elevado número de mortes nos locais de trabalho, devido à
pandemia de Covid-19, e a de pessoas que haviam perdido parentes ou amigos sem tê-los acompanhado no processo de hospitalização e sem poder realizar os rituais tradicionais de despedida.
Desde então, a iniciativa tem continuado com atendimentos semestrais, somando, a cada ano, cerca de 100 pessoas acompanhadas em seus processos de luto.
“Estudos indicam que receber assistência com foco no luto pode ampliar a capacidade de enfrentamento dessas pessoas enlutadas, diminuindo a possibilidade de vivência de um luto complicado, especialmente quando na presença de fatores de risco como morte violenta, traumática, repentina, perdas múltiplas ou prematuras, entre outros”, explica a professora Luciana.
Ela, no entanto, faz uma ressalva: nem toda pessoa enlutada necessita de suporte de profissionais ou serviços de saúde mental: “Temos condições de enfrentamento às situações estressoras, difíceis, especialmente se contamos com rede de apoio social coesa e eficiente. Entretanto, algumas pessoas enlutadas podem se sentir sobrecarregadas pela experiência de perder alguém, ora porque já apresentam condições de sofrimento anterior à perda, como depressão, ora porque as condições e contexto em que a morte ocorreu potencializam as dificuldades em lidar com o processo, ora pela dependência demasiada de quem morreu, entre outras situações”.