Desafios econômicos e financeiros, contenção de despesas, redução de demanda do público externo, economia de energia…Não faltam motivos alegados pela Prefeitura de
Alfredo Chaves para reduzir a carga horária do funcionalismo público municipal, que passou de oito para apenas cinco horas diárias durante os próximos quatro meses.
Até então, o expediente começava às 8h e terminava às 16h, em um total de oito horas diárias, carga horária cumprida pela maioria dos trabalhadores brasileiros (quem mandou não trabalhar na Prefeitura de Alfredo Chaves?).
O decreto assinado pelo prefeito Fernando Videira Lafayette (PSB), mais conhecido por Dr. Fernando, vale do dia 6 de novembro deste ano até 3 de março do ano que vem nas repartições públicas da cidade do
Sul do Estado. A maior parte desse período de redução do expediente acontece durante o verão.
Até a Câmara de Vereadores da cidade entrou no embalo e também reduziu a carga horária, nos mesmos moldes da prefeitura.
“A iniciativa [redução da carga horária] é uma forma de contenção de despesas levando em conta o contingenciamento de despesas e os desafios econômicos e financeiros que o município vem enfrentando”, defende a prefeitura em seu site.
A administração municipal faz uma ressalva: a nova carga horária não se aplica aos serviços essenciais como atendimento do Pronto-Atendimento Municipal (PA), vigilância patrimonial, educação e transporte escolar; que permanecem inalterados.
Em tempo: no mundo todo, para superar uma crise econômico-financeira, nas esferas pública e privada, geralmente se trabalha e se produz mais. Mas em Alfredo Chaves, a crise é enfrentada com menos
trabalho. O problema é quem paga essa diferença.