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Leonel Ximenes

Por que um crime covarde e bárbaro mudou as estatísticas criminais no ES

Cidade onde ocorreu o assassinato não registrava homicídio havia um ano e, além disso,  deixou de ser "território de paz"

Públicado em 

24 jan 2023 às 15:10
Leonel Ximenes

Colunista

Leonel Ximenes

Moradora de Iconha (ES), Maria da Penha Santos Paracatú, 46 anos, está desaparecida desde 1º de dezembro
 Maria da Penha Santos Paracatu, 46 anos, estava desaparecida desde 1º de dezembro do ano passado Crédito: Acervo pessoal
O covarde e brutal assassinato de Maria da Penha Santos Paracatu, de 46 anos, mexeu com as estatísticas criminais do Estado. Segundo a Secretaria Estadual da Segurança Pública (Sesp), o feminicídio elevou para 999 a quantidade de homicídios registrados em 2022 no Espírito Santo e, além disso, interrompeu a sequência de um ano sem crimes contra a vida no município de Alfredo Chaves, onde seu corpo foi encontrado numa mata.
A morte de Maria da Penha, moradora de Iconha, ocorreu em dezembro do ano passado, há cerca de 50 dias, mas apenas neste sábado (21) o corpo foi encontrado jogado numa mata fechada na zona rural de Alfredo Chaves.
O delegado do caso, Sebastião Cardoso, aponta o ex-marido da vítima como autor do crime porque, segundo o policial, ele não se conformava por Maria da Penha ter iniciado um novo relacionamento amoroso. Insatisfeito, o ex-marido, covarde, a matou e descartou o corpo dela.
Considerada uma cidade pacata, Alfredo Chaves estava há um ano sem registro de homicídio. O último havia ocorrido em dezembro de 2021. Por sinal, o município do Sul do Estado já conseguiu ficar sem a ocorrência de assassinatos durante mais de seis anos, de 16 de outubro de 2014 a 7 de janeiro de 2021.
Desta vez, infelizmente, um covarde que não suporta ver uma mulher livre e independente fazer o que ela quiser, interrompe uma vida e um ciclo de paz. Que pague pelo seu crime.

Leonel Ximenes

Iniciou sua história em A Gazeta em 1996, como redator de Esporte e de Cidades. De lá para cá, acumula passagens pelas editorias de Polícia, Política, Economia e, como editor, por Esportes e Brasil & Mundo. Também atuou no Caderno Dois e nos Cadernos Especiais e editou o especial dos 80 anos de A Gazeta. Desde 2010 é colunista. É formado em Jornalismo pela Universidade Feedral do Espírito Santo.

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