Placas de gelo permanecem intactas em Muniz Freire, na Região do Caparaó do Espírito Santo, uma semana após o temporal com chuva de granizo atingir a cidade. A tempestade foi registrada no dia 1° e causou danos e prejuízos para os produtores rurais em cerca de 30 propriedades, conforme apurado pelo repórter Gustavo Ribeiro, da TV Gazeta Sul.
A produção de café pode ser prejudicada por até dois anos, já que parte plantada já estava em período de florada. Além disso, o acumulado de granizo ainda pode causar a ocorrência de fungos e pragas nas lavouras que ficam nas localidades de Cristal, Guaribu, Sossego de Guaribu e São Domingos de Itaici.
O Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper) orienta que produtores afetados procurem o órgão para orientações sobre o manejo das plantas e pedido de empréstimo bancário, além da emissão de laudos técnicos que comprovem os prejuízos.
Inusitado
De tão incomum, a demora para que as pedras de gelo derretam na região foi chamada de "inexplicável" pelo o coordenador do escritório do Incaper no município, Rodrigo Candido. Ele acredita que as mudanças climáticas podem ter contribuído para o episódio e explica que o granizo normalmente se forma a partir do choque entre massas de ar quente e frio, o que torna o fenômeno ainda mais atípico em um período de temperaturas já baixas no Caparaó capixaba.