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Leonel Ximenes

PM do ES em reality show: defesa do acusado alega mal-entendido

Soldado Fellipe Villas chegou a ser preso por deserção, mas foi solto no último dia 12

Públicado em 

16 ago 2024 às 14:36
Leonel Ximenes

Colunista

Leonel Ximenes

O soldado Fellipe Villas, que foi retirado de reality e preso em São Paulo
O soldado Fellipe Villas, que foi retirado de reality, preso em São Paulo e depois solto Crédito: Instagram @fellipevillas
A defesa do soldado da Polícia Militar do Espírito Santo Fellipe Villas, que participou de um reality show, foi retirado do programa e, em seguida, preso, em 12 de julho, acusado de deserção, alega que houve mal-entendido que culminou no processo e na detenção do praça.
O militar foi solto na última segunda-feira (12). O advogado de Villas, Fábio Marçal, pontuou que o soldado, à época do programa, estava afastado por problema de saúde. Segundo a defesa, o militar chegou a fazer contato com a instituição sobre sua participação no programa de entretenimento, mas como não houve retorno, ingressou no reality show “A Grande Conquista” (TV Record).
“Ele foi convocado para a perícia e não respondeu, visto que já se encontrava no reality show. Assim sendo, não percebeu que teve essa movimentação, uma vez que estava confinado”, argumentou o jurista.
O advogado diz acreditar que Villas não pode ser responsabilizado por deserção. “A deserção é uma ação voluntária, dolosa, quando o militar se recusa a comparecer por vontade própria. Ele estava no reality, mas em caso de perícia médica, ele poderia sair do confinamento e voltar para o programa. Isso estava redigido no contrato com a emissora. No entanto, o Villas não foi citado e nem intimado sobre esse processo administrativo, já sendo retirado da casa e, logo depois, preso”, frisou Marçal.

ENTENDA O CASO DO MILITAR

No dia 26 de junho, a Justiça do Espírito Santo determinou que Fellipe Villas fosse preso justamente por estar ausente do trabalho militar. A decisão cita que a falta ao serviço "atenta contra a hierarquia".
O juiz Luiz Guilherme Risso entendeu que o período de "ausência injustificada" superou o prazo de oito dias - momento em que a conduta passa a ser considerada delito de deserção. A prisão, no entanto, aconteceu apenas duas semanas depois.
À época, a Polícia Militar garantiu que Fellipe Pedrosa Leal Villas não recebeu sem trabalhar. Em nota, a corporação afirmou que o pagamento do soldado havia sido bloqueado.

Leonel Ximenes

Iniciou sua história em A Gazeta em 1996, como redator de Esporte e de Cidades. De lá para cá, acumula passagens pelas editorias de Polícia, Política, Economia e, como editor, por Esportes e Brasil & Mundo. Também atuou no Caderno Dois e nos Cadernos Especiais e editou o especial dos 80 anos de A Gazeta. Desde 2010 é colunista. É formado em Jornalismo pela Universidade Feedral do Espírito Santo.

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