A defesa do soldado da
Polícia Militar do Espírito Santo Fellipe Villas, que participou de um reality show, foi retirado do programa e, em seguida, preso, em 12 de julho, acusado de deserção, alega que houve mal-entendido que culminou no processo e na detenção do praça.
O militar foi solto na última segunda-feira (12). O advogado de Villas, Fábio Marçal, pontuou que o soldado, à época do programa, estava afastado por problema de saúde. Segundo a defesa, o militar chegou a fazer contato com a instituição sobre sua participação no programa de entretenimento, mas como não houve retorno, ingressou no reality show “A Grande Conquista” (TV Record).
“Ele foi convocado para a perícia e não respondeu, visto que já se encontrava no reality show. Assim sendo, não percebeu que teve essa movimentação, uma vez que estava confinado”, argumentou o jurista.
O advogado diz acreditar que Villas não pode ser responsabilizado por deserção. “A deserção é uma ação voluntária, dolosa, quando o militar se recusa a comparecer por vontade própria. Ele estava no reality, mas em caso de perícia médica, ele poderia sair do confinamento e voltar para o programa. Isso estava redigido no contrato com a emissora. No entanto, o Villas não foi citado e nem intimado sobre esse processo administrativo, já sendo retirado da casa e, logo depois, preso”, frisou Marçal.
No dia 26 de junho, a
Justiça do Espírito Santo determinou que Fellipe Villas fosse preso justamente por estar ausente do trabalho militar. A decisão cita que a falta ao serviço "atenta contra a hierarquia".
O juiz Luiz Guilherme Risso entendeu que o período de "ausência injustificada" superou o prazo de oito dias - momento em que a conduta passa a ser considerada delito de deserção. A prisão, no entanto, aconteceu apenas duas semanas depois.
À época, a Polícia Militar garantiu que Fellipe Pedrosa Leal Villas não recebeu sem trabalhar. Em nota, a corporação afirmou que o pagamento do soldado havia sido bloqueado.