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Leonel Ximenes

Pichador ataca de novo no ES: agora, a favor de Exu e de drogas pesadas

No mesmo muro, o infrator já fez mensagens ofensivas a Jesus Cristo e com apologia ao nazismo

Públicado em 

24 mai 2021 às 19:00
Leonel Ximenes

Colunista

Leonel Ximenes

O muro com as pichações e depois sendo repintado por servidor da prefeitura
O muro com as pichações e depois sendo repintado por servidor da prefeitura Crédito: Prefeitura de Dores do Rio Preto/Divulgação
Ele atacou de novo. Um muro de uma propriedade rural no interior do município de Dores do Rio Preto apareceu novamente pichado com mensagens com apologia a drogas pesadas e  com menções a Exu. Até o placar de 7 x 1, o da vitória histórica da seleção da Alemanha sobre a do Brasil, na Copa de 2014, entrou no pacote da pichação.
Nesta segunda-feira (24), o prefeito Cleudenir José de Carvalho Neto, o Ninho (Cidadania), mais uma vez teve que enviar uma equipe da prefeitura para apagar as pichações.
“Soube das pichações na sexta-feira e mandamos apagar tudo. Já perdi até as contas de quantas vezes isso aconteceu”, lamenta Ninho. “Já denunciamos outras vezes ao Ministério Público Estadual e à Polícia Federal. Parece que aqui nazismo não é crime”, protesta.
O muro, localizado no distrito de Pedra Menina, a 30 quilômetros do município, no Caparaó, já foi alvo de outras pichações com mensagens consideradas criminosas, algumas registradas na coluna. Há exatamente um ano, o “muro da vergonha” exibia mensagens com apologia ao nazismo, a Hitler e ao “poder branco”.
Em março último, o pichador ofendeu Jesus Cristo e também citou Exu Capa-Preta, um dos símbolos da Umbanda.
O artigo 20 da Lei 7.716/89, de Combate ao Racismo, diz: "Praticar, induzir ou incitar a discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional. Pena: reclusão de um a três anos e multa".
E no seu parágrafo primeiro prevê: "Fabricar, comercializar, distribuir ou veicular símbolos, emblemas, ornamentos, distintivos ou propaganda que utilizem a cruz suástica ou gamada, para fins de divulgação do nazismo. Pena: reclusão de dois a cinco anos e multa".
Sobre a apologia às drogas, a Lei 11.343/06 estabelece pena de um a três anos de prisão para quem induzir, instigar ou auxiliar alguém ao uso indevido de droga.

Leonel Ximenes

Iniciou sua história em A Gazeta em 1996, como redator de Esporte e de Cidades. De lá para cá, acumula passagens pelas editorias de Polícia, Política, Economia e, como editor, por Esportes e Brasil & Mundo. Também atuou no Caderno Dois e nos Cadernos Especiais e editou o especial dos 80 anos de A Gazeta. Desde 2010 é colunista. É formado em Jornalismo pela Universidade Feedral do Espírito Santo.

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