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PF investiga imigração ilegal envolvendo políticos na divisa ES/MG

Segundo as investigações, um dos envolvidos chegou a disputar a eleição para prefeito neste ano em uma cidade capixaba

Vitória
Publicado em 11/12/2020 às 05h00
Atualizado em 11/12/2020 às 05h00
Segundo a PF,  cada adulto que ingressava ilegalmente nos EUA ia acompanhado de uma criança ou adolescente
Segundo a PF, cada adulto que ingressava ilegalmente nos EUA ia acompanhado de uma criança ou adolescente. Crédito: Divulgação

Polícia Federal está investigando e vigiando agentes políticos, na divisa do Espírito Santo com Minas Gerais, que poderiam estar envolvidos, junto com empresários, em um esquema de imigração ilegal de brasileiros para os Estados Unidos. A informação é do portal O Contestado, do Noroeste do ES.

Esses empresários, segundo as investigações, sustentam seus negócios com base na atividade criminosa internacional. Na última quinta-feira (3), nove pessoas foram presas em Governador Valadares (MG) e mais seis em outras cidades do Leste de Minas numa operação da PF para combater a imigração ilegal. Segundo o site, 21 mandados de busca e apreensão foram cumpridos pelos policiais.

A operação em Minas Gerais, batizada de “Cai-Cai”, resultou na prisão de ex-prefeitos, um prefeito eleito e um vice-prefeito em final de mandato. Os nomes deles não foram divulgados pela PF. Todos já foram liberados para responder ao processo em liberdade.

Segundo o site, esquema semelhante existe na região de Divino das Laranjeiras, Itabirinha e Mantena, cidades mineiras próximas à divisa com o Espírito Santo. Um desses políticos, de acordo com as investigações da Polícia Federal, chegou a disputar a eleição para prefeito neste ano em uma cidade cidade capixaba cujo nome não foi revelado.

Os criminosos, com base em informações apuradas pela investigação policial, promoviam migração ilegal, associação criminosa e envio ilegal de crianças ou adolescentes para o exterior, cobrando até US$ 22 mil dólares (aproximadamente R$ 112 mil) por interessado.

O site O Contestado, sediado em Barra de São Francisco, informa também que, segundo investigações feitas por agentes policiais que atuam no México, cada adulto que ingressava ilegalmente nos EUA ia acompanhado de uma criança ou adolescente. O objetivo dessa ação era evitar uma deportação imediata pelas autoridades americanas, dando mais tempo para permanecerem no país.

"Os viajantes, sob sérios riscos, enfrentavam condições desumanas, eram forçados a corromper autoridades da imigração mexicana e ficavam submetidos aos guias denominados coiotes – criminosos, majoritariamente armados, responsáveis pela definição das rotas arriscadas de travessia de fronteira", explicou a PF.

Se condenados, os presos e demais investigados podem cumprir até 16 anos de prisão, sujeitos a aumento de pena, condicionado à quantidade de crimes. A PF informou que na primeira fase da Operação “Cai-Cai”, um dos réus foi condenado a 127 anos, tendo sido identificados 270 crimes.

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