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Leonel Ximenes

Pastor no ES critica criação do Dia Nacional do Pastor Evangélico

Data foi instituída em lei promulgada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT)

Públicado em 

17 set 2024 às 03:11
Leonel Ximenes

Colunista

Leonel Ximenes

Usiel Carneiro de Souza, pastor da Igreja Batista da Praia do Canto
Usiel Carneiro de Souza, pastor batista da Igreja da Praia Crédito: Divulgação
O pastor batista Usiel Carneiro de Souza, da Igreja da Praia (antiga Igreja Batista da Praia do Canto), condenou a promulgação pelo presidente Lula da Lei 14.970/2024, de 13 de setembro de 2024, publicada no Diário Oficial da União desta segunda-feira (16), que institui o segundo domingo de junho como o “Dia Nacional da Pastora Evangélica e do Pastor Evangélico”.
Em publicação em seu perfil do Instagram, Usiel se identifica como pastor evangélico e considera um despropósito a iniciativa que vem da chamada bancada evangélica no Congresso e questiona no que isso melhora a vida do país e da própria fé evangélica.
“Nosso lugar não é esse. Nosso chamado e missão é levantarmos a voz em favor dos que não podem se defender a si mesmos, dos fracos, dos necessitados, a exemplo dos profetas bíblicos. Nosso dever é nos esforçarmos para sermos exemplo de cidadania e amor ao próximo”, registra Usiel.
O pastor considera, ainda, que o Dia Nacional da Pastora e do Pastor Evangélico é o símbolo do empobrecimento espiritual que caiu e se espalha “sobre essa parcela dos cristãos brasileiros”.
E questiona: “Como os defensores de algo assim reagirão diante um Dia Nacional da Mãe e do Pai de Santo? E se alguém lutar para criar uma Praça do Candomblé, a exemplo da Praça da Bíblia? Seria democrático um Dia do Ateu Confesso para que sua memória fosse celebrada?”, indagou.
Por fim, o pastor batista afirma que não vai comemorar a data: “A mistura entre Igreja e Estado pode acontecer em diversas camadas do ambiente público. E em nenhuma delas costuma dar em boa coisa. De minha parte, como pastor evangélico, lamento. Eis um dia que não comemorarei”.
A reação do pastor segue a linha histórica dos batistas, que pregam como princípio a liberdade de consciência e separação entre Igreja e Estado, desde que surgiram como grupo religioso dentro do contexto histórico da Reforma Protestante na Igreja da Inglaterra.

Leonel Ximenes

Iniciou sua história em A Gazeta em 1996, como redator de Esporte e de Cidades. De lá para cá, acumula passagens pelas editorias de Polícia, Política, Economia e, como editor, por Esportes e Brasil & Mundo. Também atuou no Caderno Dois e nos Cadernos Especiais e editou o especial dos 80 anos de A Gazeta. Desde 2010 é colunista. É formado em Jornalismo pela Universidade Feedral do Espírito Santo.

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