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Leonel Ximenes

Orquestra Sinfônica do ES fará apresentação histórica fora do Estado

Oses vai interpretar a obra “Fragmentos Mahlerianos”, do compositor capixaba Marcelo Rauta

Publicado em 19 de Abril de 2024 às 14:42

Públicado em 

19 abr 2024 às 14:42
Leonel Ximenes

Colunista

Leonel Ximenes

A imponente Sala Minas Gerais, onde a Oses vai se apresentar
A imponente Sala Minas Gerais, onde a Oses vai se apresentar Crédito: André Fossati
A Orquestra Sinfônica do Espírito Santo (Oses) faz neste sábado (20) à noite uma apresentação histórica na Sala Minas Gerais, em Belo Horizonte.No repertório, a Oses interpreta a obra “Fragmentos Mahlerianos”, do compositor capixaba Marcelo Rauta, que propõe um olhar atual sobre a grandiosa “Sinfonia n.º 1” do tcheco-austríaco Gustav Mahler.
A composição do brasileiro é uma síntese da “Sinfonia nº 1” de Mahler (1860-1911), construída a partir de recriações dos quatro movimentos originais, marcada pelas impressões do estilo pessoal do compositor capixaba. Em seguida, a Oses executa a versão original da sinfonia, da maneira como foi concebida pelo compositor europeu entre 1885 e 1888.
O concerto em BH, que começa às 20h, integra a Série Interestadual, que pretende levar a Sinfônica do Espírito Santo a diversos palcos de relevância nacional. Segundo o maestro Helder Trefzger, a orquestra vive uma nova fase em sua história.
“Com um público já consolidado no Espírito Santo, novos desafios agora se descortinam. Com o importante apoio do Instituto Cultural Vale, a Série Interestadual se torna uma realidade que muito nos incentiva. A Sala Minas Gerais é uma das referências nessa área e estamos felizes e empenhados em fazer o nosso melhor, levando ao público música de qualidade”, afirma o maestro.
Helder Trefzger, comentarista de música
Helder Trefzger está há mais de 30 anos como maestro titular da Oses Crédito: Divulgação
"Estamos muito empolgados com essa oportunidade de nos apresentar em BH, na Sala Minas Gerais, que é considerada uma das melhores acústicas do Brasil, sede da Filarmônica de Minas Gerais, orquestra referência no cenário sinfônico atual"
Helder Trefzger - Regente titular da Oses
E o desafio de apresentar a sinfonia de Mahler? “Estamos muito felizes com a possibilidade de apresentar uma obra da magnitude da Sinfonia nº 1 de Mahler, que nos motiva e nos impulsiona a fazer o nosso melhor. Fizemos alguns ensaios, mas os músicos também se prepararam individualmente. É uma obra que exige muito de cada músico, de cada instrumento, mas muito bem escrita. Mahler foi um mestre da orquestração e um dos grandes gênios da história da música”, complementa o regente titular da Oses.

Leonel Ximenes

Iniciou sua historia em A Gazeta em 1996, como redator de Esporte e de Cidades. De la para ca, acumula passagens pelas editorias de Policia, Politica, Economia e, como editor, por Esportes e Brasil & Mundo. Tambem atuou no Caderno Dois e nos Cadernos Especiais e editou o especial dos 80 anos de A Gazeta. Desde 2010 e colunista. E formado em Jornalismo pela Universidade Federal do Espirito Santo.

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